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O que a mobilização de crianças no Roblox revela sobre escuta e limites

Após a restrição do chat para usuários menores de idade, rendeu um debate importante e necessário sobre educação digital

Por: Redação
17/01/2026 às 08h38
O que a mobilização de crianças no Roblox revela sobre escuta e limites

O protesto virtual organizado por crianças dentro da plataforma de jogos Roblox, após a restrição do chat para usuários menores de idade, rendeu um debate importante e necessário sobre educação digital, construção de limites, escuta emocional e o papel dos adultos no uso saudável da tecnologia na infância.

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A mobilização, que está repercutindo nas redes sociais e na imprensa, levanta questionamentos sobre como crianças e adolescentes estão expressando suas frustrações, reivindicações e sentimentos em ambientes virtuais.

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Para o psicólogo parental Filipe Colombini, o episódio vai além de um simples protesto em um jogo online, mas reflete falhas estruturais na maneira como adultos têm orientado a relação dos pequenos com o mundo digital, que tem se tornado espaço de expressão emocional para crianças que ainda estão desenvolvendo habilidades de comunicação e autorregulação. “O digital vira palco quando faltam espaços seguros de escuta na vida real. Isso é um alerta para famílias, escolas e profissionais”, pontua Colombini.

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“Quando crianças recorrem a um ambiente virtual para protestar, estamos diante de um pedido de escuta. Isso indica que, muitas vezes, elas não se sentem ouvidas nos espaços offline”, analisa.

Segundo Colombini, a reação infantil também evidencia dificuldades na construção de limites claros e afetivos. “Limites são fundamentais para o desenvolvimento emocional, mas precisam ser acompanhados de explicação, diálogo e validação emocional. Quando este vem apenas como imposição, sem escuta, tende a gerar revolta”, explica.

O caso abre, ainda, espaço para discussões sobre o papel da educação digital na infância.Isso porque proibir ou restringir o uso de plataformas, sem preparar antecipadamente crianças, pode gerar sentimentos de injustiça e desamparo. “Educação digital não é apenas controle de tempo de tela. É ensinar sobre frustração, convivência, responsabilidade e segurança emocional no ambiente online”, afirma.

Mais sobre Filipe Colombini: psicólogo, especialista em orientação parental e atendimento de crianças, jovens e adultos. Especialista em Clínica Analítico-Comportamental. Mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Professor do Curso de Acompanhamento Terapêutico do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas – Instituto de Psiquiatria Hospital das Clínicas (GREA-IPq-HCFMUSP). Professor e Coordenador acadêmico do Aprimoramento em AT da Equipe AT. Formação em Psicoterapia Baseada em Evidências, Acompanhamento Terapêutico, Terapia Infantil, Desenvolvimento Atípico e Abuso de Substâncias.

Informações para a imprensa: Key Press Comunicação

Beatriz Marques Dias/ Caroline Fakhouri

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