
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos (CDDHCEDP) aprovou, em reunião desta quarta-feira (21), uma série de projetos com a finalidade de proteção das mulheres. Além disso, o colegiado também acatou propostas voltadas para a equidade e respeito com trabalhadores, idosos e a população LGBTQIAP+.
Entre os textos que passaram pela comissão, está o Programa de Incentivo à Economia Solidária voltado para mulheres do DF (PL 3013/2022), de autoria do deputado Martins Machado (Republicanos). A proposta visa reconhecer e fortalecer o papel da mulher como produtora de seu próprio sustento.
Para isso, o escopo do PL 3013/2022 define que o projeto será responsável pelo treinamento para mulheres, voltado para a formação em economia solidária. Cursos de organização, manutenção e gestão de marca estão englobados no processo de formação.
O deputado Martins Machado: “O termo economia solidária descreve a forma de produção em que exista participação de todos, cooperação como objetivo de vender, comprar e produzir, sem que haja exploração do trabalho e desgaste ao meio ambiente.”
Também foi aprovada a criação da Semana Distrital de Prevenção e Combate ao Feminicídio (PL 576/2023). A proposta, que é de autoria da nova procuradora da Mulher, Dayse Amarílio (PSB), visa realizar anualmente, na primeira quinzena de março, uma semana de atividades voltadas ao esclarecimento e à conscientização sobre violência e as principais formas de atuação.
De acordo com a autora, a intenção é que o projeto seja aprovado ainda em fevereiro, para que a primeira edição do projeto ocorra ainda neste ano.
“A criação da Semana Distrital não implica em gastos públicos. Ao contrário, para além de não encerrar custos, ampliará o debate e estimulará a efetividade dos investimentos já realizados no cumprimento das demais leis voltadas aos direitos das mulheres”, diz Dayse.
Violência e discriminação
A comissão também debateu e acatou propostas em combate à violência contra pessoas homossexuais, bissexuais e transexuais. O PL 2030/2021 define que estabelecimentos comerciais sejam responsáveis pela fixação de cartazes de conscientização e direcionamento para sítios de denúncia da violência contra essa parcela da população. O texto também define que os estabelecimentos que não cumprirem com esta determinação podem ser multadas em até R$ 10 mil.
A proposta gerou reações durante a reunião. Em defesa, o autor da projeto, deputado Fábio Felix (PSOL), explicou que o modelo apresentado pela proposta já é adotado em diversos locais do país. “Esse projeto segue o modelo já usado para casos de violência contra mulher e racismo. Na maior parte das capitais do Nordeste já há as fixações nesses lugares com telefone para denúncia para as pessoas poderem utilizar caso sofram discriminação”, defendeu.
Já o deputado João Cardoso (Avante) apontou que a proposta demanda mais tempo para análise e debate para que as mudanças sejam benéficas e também evitem falsas denúncias e situações mal interpretadas.
“Temos visto que isso tem levado as pessoas, de certa forma, a se defender ou criar situações por conta de placas afixadas. Já vi várias situações, quando existe a placa de denúncia de destacado à autoridade pública, as pessoas passam a utilizar daquilo sendo que às vezes não acontece. Acredito que a matéria deveria ser mais bem discutida e colocada em audiência”, explicou o parlamentar.
Vinícius Vicente (estagiário) - Agência CLDF
Direitos Humanos Aprovado projeto de lei que cria o Conselho de Proteção para a Pessoa Idosa do DF
Inclusão digital Deputado Iolando propõe programa de inclusão digital para jovens empreendedores com deficiência no DF
Direitos Humanos Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios
Direitos Humanos CLDF homenageia Programa Bombeiro Amigo, voltado à qualidade de vida de idosos
Direitos Humanos Aprovação de redução da maioridade penal na CCJ da Câmara dos Deputados repercute na CLDF
Direitos Humanos Comissão geral aponta superlotação como obstáculo à ressocialização no sistema prisional do DF
Direitos Humanos Eduardo Pedrosa cobra ações integradas para enfrentar aumento da população em situação de rua no DF
Direitos Humanos IML deverá ter sala reservada para crianças vítimas de violência no DF
Direitos Humanos Novo defensor público-geral do DF toma posse em solenidade que comemorou o Dia da Defensoria Pública Mín. 14° Máx. 25°


