
O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Alexandre Patury, informou na manhã deste domingo (4/10) que a pasta já registrou imagens de pessoas sujando as ruas com santinhos e outros materiais de propaganda eleitoral nas proximidades de locais de votação. Segundo o chefe da pasta, os registros ocorreram durante a madrugada, quando carros teriam passado pelos pontos e arremessado os papéis. Até o momento, no entanto, ninguém foi preso por esse tipo de ocorrência.
“Vimos algumas zonas eleitorais com bastante santinho e sujeira. Mas essas imagens estão gravadas, inclusive a gente depois vai recuperar para verificar quem foi que jogou. Preferimos primeiro registrar as imagens e depois encaminhar para a Justiça Eleitoral”, afirmou Patury.
O chefe da pasta acompanhou o início da operação no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), na sede da SSP-DF. Segundo ele, nenhum dos 614 pontos de votação do Distrito Federal havia apresentado problemas nas primeiras horas deste domingo de Eleições 2026. Além disso, ele informou que não houve, até aquele momento, registro de tentativa de invasão de zonas eleitorais.
Segundo Patury, o esquema de segurança para o primeiro turno começou a ser preparado há mais de seis meses, em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). A célula de inteligência presencial foi ativada neste domingo e, ao longo do dia, cerca de 60 pessoas devem ocupar a sala de operações.
O espaço reúne representantes das forças de segurança e do TRE. Estão integrados à operação Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Detran, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, além da Justiça Eleitoral.
O secretário explicou que, além da sala de operações, há uma sala de inteligência e outras duas salas de situação, além do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Nas telas disponíveis na sala, as equipes acompanham os pontos de votação e as imagens das câmeras públicas.
Um dos sistemas permite visualizar os 614 locais de votação e as câmeras públicas vinculadas a cada região. O secretário explicou que os pontos que aparecem sinalizados nas telas indicam ocorrências em andamento. As imagens também podem ser utilizadas posteriormente para auxiliar na identificação de responsáveis por irregularidades.
Para a operação específica das eleições, a segurança pública conta com cerca de 5 mil policiais militares. O efetivo é destinado ao policiamento ostensivo nos locais de votação e nas áreas próximas.
Patury orientou os eleitores a acionarem as forças de segurança caso presenciem crimes ou irregularidades durante a votação. O primeiro contato deve ser feito pelo telefone 190, da Polícia Militar. Além disso, também é possível registrar ocorrências pelo 197, da Polícia Civil.
Segundo o secretário, imagens enviadas pelos cidadãos podem ajudar na identificação dos envolvidos. A partir de fotografias ou vídeos, as equipes podem utilizar informações como placas de veículos e rostos para tentar identificar os responsáveis.
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