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Cirurgias digestivas incorporam técnica videolaparoscópica

Avanços tecnológicos tornam a técnica alternativa às técnicas convencionais, com incisões menores, recuperação mais rápida e alta hospitalar anteci...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
08/04/2026 às 13h09
Cirurgias digestivas incorporam técnica videolaparoscópica
Imagem de Freepik

As cirurgias digestivas, tradicionalmente realizadas por técnicas convencionais, têm passado por avanços tecnológicos na medicina que ampliam as abordagens desses procedimentos, com a adoção da videolaparoscopia em intervenções como as de vesícula biliarhérniasrefluxo gastroesofágicocirurgia bariátrica.

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A técnica minimamente invasiva, realizada por meio de mini-incisões de 0,5 a 1,2 centímetros, por onde são inseridas cânulas e uma câmera de vídeo, apresenta menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, alta hospitalar antecipada, redução dos riscos de complicações e melhor resultado cicatricial.

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O Dr. Tairo Rocha, cirurgião geral e do aparelho digestivo, defende que os principais benefícios da abordagem videolaparoscópica são a diminuição expressiva da necessidade de medicamentos potentes no pós-operatório e a ativação, de forma mais leve, da resposta metabólica ao trauma.

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"Medicamentos esses que poderão causar náuseas, alteração do apetite, diminuição dos hábitos intestinais, mal-estar geral. Além disso, o fato de ser minimamente invasiva está diretamente ligado a como o corpo responderá ao trauma cirúrgico. Quanto maiores as incisões, maior a inflamação e mais tempo para o corpo retornar ao habitual".

O médico reforça que o termo "minimamente invasiva" traduz tudo o que a videolaparoscopia proporciona. "Externamente são incisões menores, mas com um grande alcance interno, com as vantagens de permitir que o paciente cicatrize muito mais rápido e retorne às suas atividades com menor tempo de repouso".

De acordo com o cirurgião, em casos de hérnias abdominais, a correção por via laparoscópica também tem vantagens estéticas em comparação com as técnicas convencionais. "Trocar uma cicatriz de 15 centímetros por três furinhos é infinitamente melhor. A dor na cirurgia laparoscópica também é disparadamente muito menor que na técnica convencional".

Segundo o especialista, em termos de afastamento das atividades cotidianas, também há superioridade nos resultados. Uma hérnia operada por via convencional pode deixar o paciente até 60 dias incapaz de realizar as atividades do dia a dia. Já no método laparoscópico, em 15 dias o paciente pode retornar a todas as suas atividades, como academia, corrida, viagens e dirigir longas distâncias.

Cuidados pré e pós-operatório

O Dr. Tairo Rocha esclarece que, em relação ao preparo para a cirurgia, não há muitas diferenças entre as técnicas convencional e laparoscópica. Segundo ele, são necessários exames, ficar em jejum e seguir as orientações médicas. A principal diferença está na recuperação.

Enquanto na cirurgia aberta pode haver mais tempo de internação, a dor é um pouco maior e a recuperação mais lenta, na videolaparoscopia o tempo de internação geralmente é menor e a dor costuma ser menor. "O paciente também volta a se alimentar mais cedo, e a recuperação e o retorno às atividades são mais rápidos".

O cirurgião ressalta que, como a cirurgia por videolaparoscopia usa cortes pequenos, o corpo ‘sofre menos’, e, por isso, a recuperação costuma ser mais tranquila. Ele observa ainda que, nos primeiros dias após a cirurgia, o paciente irá sentir um leve desconforto, às vezes um pouco de dor e um certo inchaço na barriga, o que é normal. Mas já poderá se levantar, andar e retomar a rotina aos poucos.

"Na primeira semana, a dor já melhorará bastante, o paciente começará a se sentir mais disposto e retomará as atividades do dia a dia. Depois disso, a maioria das pessoas volta ao trabalho mais rápido (dependendo do tipo de trabalho, claro) e os exercícios físicos vão sendo liberados aos poucos. Ou seja, a recuperação costuma ser mais rápida, com menos dor e mais conforto".

O especialista alerta que algumas contraindicações para o uso da videolaparoscopia em cirurgias digestivas podem surgir a partir de cirurgias anteriores, principalmente as convencionais, que trazem mais aderências e, por isso, podem criar dificuldade à realização da via minimamente invasiva.

"Algumas condições próprias do paciente também podem impedir a realização dessa técnica. Uma delas é a contraindicação de ser anestesiado por via geral, assim como uma instabilidade hemodinâmica ou uma grande distensão abdominal causada por obstrução intestinal".

Conforme publicado em matéria da Agência Brasil, no passado a taxa de mortalidade em cirurgias bariátricas variava entre 2% e 3%. Com os avanços das técnicas e a adoção da videolaparoscopia, os procedimentos passaram a ser minimamente invasivos, registrando hoje taxas de complicações inferiores a 0,5%, patamar semelhante ao de cirurgias como a cesariana e a retirada da vesícula.

Para mais informações, basta acessar ao site oficial do Dr. Tairo Rocha: https://drtairorocha.com.br/