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Corpora lança inteligência artificial para psicólogos

A plataforma de gestão de consultórios brasileira Corpora anunciou um novo pacote de funcionalidades de inteligência artificial voltado à rotina cl...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
24/03/2026 às 18h55
Corpora lança inteligência artificial para psicólogos
pexels/gemini

A Corpora, plataforma de gestão para psicólogos, anunciou a integração de novas funcionalidades de inteligência artificial (IA) ao prontuário digital. O pacote inclui recursos de reescrita de textos, resumo de anotações, planejamento de sessão, transcrição e conversão de imagem em texto, ampliando o uso de automação em tarefas de apoio à documentação clínica.

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A proposta, segundo a empresa, é atuar sobre etapas operacionais da rotina do consultório, como organizar registros, transformar conteúdos dispersos em texto estruturado e apoiar a preparação do atendimento. A plataforma afirma que os novos recursos foram desenhados para funcionar como apoio à escrita e à organização do trabalho, sem substituir a condução clínica nem o julgamento técnico do profissional.

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Um dos pontos centrais do lançamento é o caráter opcional da integração. De acordo com a Corpora, os dados do prontuário não serão enviados automaticamente para processamento por inteligência artificial. O envio só ocorrerá quando houver acionamento direto do psicólogo, de modo que profissionais que não desejarem utilizar essas funções não serão submetidos ao uso da IA por padrão.

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Na frente de segurança, a empresa afirma que a arquitetura das novas funções foi pensada para privilegiar controle do usuário, compartilhamento pontual de conteúdo e minimização de exposição de dados. A lógica adotada, segundo a plataforma, é a de processar apenas o conteúdo selecionado, inserido ou confirmado pelo próprio profissional no momento da ação, em vez de operar sobre todo o prontuário de forma automática.

No caso específico da transcrição, a Corpora informa que o fluxo foi desenvolvido com foco em evitar armazenamento permanente de áudio como etapa padrão do recurso, o que diferencia a funcionalidade de modelos tradicionais baseados em gravação integral da sessão para posterior processamento. Já nos recursos de geração e tratamento de texto, a empresa afirma operar com fornecedores contratados em condições que buscam resguardar os dados processados e impedir seu uso para treinamento de modelos.

No caso da psicologia, o tema costuma mobilizar debates sobre sigilo, limites éticos da automação e controle do profissional sobre o que é ou não processado, o que torna relevante a definição clara de quando os dados entram em contato com esses mecanismos. O próprio Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançou uma cartilha sobre o uso ético de inteligência artificial na psicologia.

"A proposta é usar a inteligência artificial como apoio operacional ao psicólogo, não como substituição do raciocínio clínico. Também entendemos que esse uso precisa ser opcional: o profissional só aciona a IA quando quiser. Buscamos estruturar essas funcionalidades com critérios técnicos, organizacionais e contratuais que reforcem a proteção dos dados processados, inclusive com fornecedores cujas condições aplicáveis ao serviço contratado preveem que o conteúdo não seja usado para treinamento dos modelos", afirma Josué Alós, cofundador da Corpora.

De acordo com a empresa, as novas funções serão incorporadas gradualmente aos fluxos do prontuário. O objetivo declarado é reduzir retrabalho em tarefas como organizar anotações, transformar imagem em texto legível, resumir conteúdos extensos e estruturar materiais preparatórios para sessão, mantendo a decisão final sempre sob responsabilidade do profissional.