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Médico diz o que é pior para o coração: quantidade ou tipo de bebida?

O cardiologista Vagner Ferreira também explica quais as bebidas alcoólicas que mais prejudicam a saúde do coração e dos vasos sanguíneos

Naty Araujo
Por: Naty Araujo Fonte: Notícia Certa
17/02/2026 às 11h13
Médico diz o que é pior para o coração: quantidade ou tipo de bebida?

O consumo de opções alcoólicas aumenta significativamente durante o Carnaval — e, por vezes, os foliões exageram na dose. Por conta desse pico de ingestão de álcool, crescem também os riscos cardiovasculares, conforme explica o cardiologista Vagner Ferreira. Especialista em hemodinâmica, ele responde o que é pior para a saúde do coração: a quantidade ou o tipo de bebida?

Segundo o médico do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), diferentemente do que muitos indivíduos pensam, o principal perigo para o sistema cardiovascular “não é exatamente o tipo de bebida, mas a quantidade ingerida, especialmente quando consumida em curto intervalo de tempo”, como ocorre no Carnaval.

O médico destaca que destilados oferecem efeito negativo acentuado: “Bebidas como uísque, vodca, gin e cachaça apresentam alta concentração alcoólica, em torno de 40%. Por exigirem menor volume para atingir níveis elevados de álcool no sangue, essas opções ocasionam a intoxicação de forma rápida e aumentam o risco cardiovascular agudo.”

De acordo com o cardiologista, o principal “evento” associado ao consumo dessas bebidas é a fibrilação atrial, arritmia mais conhecida como “síndrome do coração de feriado”. “Essa condição eleva o risco de formação de coágulos no átrio esquerdo, podendo resultar em AVC isquêmico. Também pode desencadear hemodinâmica e, em casos mais graves, morte súbita”, salienta.

Não são apenas os destilados que afetam a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Vagner Ferreira detalha que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho tinto, também aumenta o risco cardiovascular quando ingeridas de modo exagerado.

Com relação às bebidas fermentadas, o especialista em cardiologia intervencionista ressalta: “Embora geralmente tenham menor teor alcoólico por volume, essas opções são ingeridas em maior quantidade, o que favorece ganho de peso, aumento de triglicerídeos e colesterol, esteatose hepática e desenvolvimento de síndrome metabólica.”

Com base em estudos, o médico argumenta que o que mais prejudica o coração não é a bebida alcoólica em si, mas o excesso. “Moderação continua sendo a principal estratégia de proteção cardiovascular”, sustenta. Ele alerta sobre pessoas com hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou histórico de arritmias “devem ter atenção redobrada”. “Idealmente, devem evitar ingerir álcool”, conclui.

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