O médico destaca que destilados oferecem efeito negativo acentuado: “Bebidas como uísque, vodca, gin e cachaça apresentam alta concentração alcoólica, em torno de 40%. Por exigirem menor volume para atingir níveis elevados de álcool no sangue, essas opções ocasionam a intoxicação de forma rápida e aumentam o risco cardiovascular agudo.”
Não são apenas os destilados que afetam a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Vagner Ferreira detalha que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho tinto, também aumenta o risco cardiovascular quando ingeridas de modo exagerado.
Com relação às bebidas fermentadas, o especialista em cardiologia intervencionista ressalta: “Embora geralmente tenham menor teor alcoólico por volume, essas opções são ingeridas em maior quantidade, o que favorece ganho de peso, aumento de triglicerídeos e colesterol, esteatose hepática e desenvolvimento de síndrome metabólica.”
Com base em estudos, o médico argumenta que o que mais prejudica o coração não é a bebida alcoólica em si, mas o excesso. “Moderação continua sendo a principal estratégia de proteção cardiovascular”, sustenta. Ele alerta sobre pessoas com hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou histórico de arritmias “devem ter atenção redobrada”. “Idealmente, devem evitar ingerir álcool”, conclui.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
