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Venezuela diz que novo alerta dos EUA contra viagens ao país ‘distorce realidade’

Governo americano cita riscos como detenções arbitrárias e atuação de grupos armados

Samuel Barbosa
Por: Samuel Barbosa Fonte: Noticia Certa
12/01/2026 às 12h42
Venezuela diz que novo alerta dos EUA contra viagens ao país ‘distorce realidade’

Em reação a um alerta de segurança emitido ontem pelos Estados Unidos que recomenda “não viajar” à Venezuela e orienta cidadãos americanos a deixarem o país “imediatamente”, o governo venezuelano afirmou que a advertência se baseia em “informações falsas e distorce a situação interna do país”.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores dos país sul-americano declarou que o aviso americano “se baseia em relatos inexistentes, orientados a fabricar uma percepção de risco que não existe”.

O alerta dos EUA mantém a Venezuela no nível máximo de recomendação de viagem e cita riscos como detenções arbitrárias, atuação de grupos armados, interrupções frequentes de serviços e a impossibilidade de assistência consular, suspensa desde 2019.

As autoridades americanas afirmam ainda que a situação de segurança é “fluida” e pedem cautela redobrada.

‘Cenário de normalidade’

Segundo o comunicado do governo venezuelano, porém, o país vive um cenário de normalidade. A chancelaria afirmou que “a Venezuela se encontra em absoluta calma, paz e estabilidade” e que “todos os centros povoados, vias de comunicação, pontos de controle e dispositivos de segurança funcionam com normalidade”.

No documento, o governo venezuelano não entra nos detalhes das acusações feitas pelos EUA, mas reafirma seu posicionamento institucional.

“A Venezuela ratifica seu compromisso com a proteção da paz, a estabilidade institucional e a convivência do povo venezuelano”, afirma.

O alerta americano também foi divulgado em meio a detenções e liberações de presos na Venezuela, cujo governo anunciou que libertaria um “número significativo” de detidos como gesto em favor da paz.

Entre os presos aguardados por suas famílias estão opositores políticos, ativistas, jornalistas e militares. O governo, por sua vez, nega a existência de presos políticos e afirma que os detidos conspiraram contra o Estado.