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Drones sobrevoam sede do governo da Venezuela e seguranças abrem fogo. Veja vídeo

Episódio ocorre em um momento de forte tensão na Venezuela, após operação dos EUA que levou à captura de Nicolás Maduro

Samuel Barbosa
Por: Samuel Barbosa Fonte: Noticia Certa
06/01/2026 às 08h20
Drones sobrevoam sede do governo da Venezuela e seguranças abrem fogo. Veja vídeo

Drones não identificados foram vistos na noite desta segunda-feira (5/1) sobre o Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, no centro de Caracas. Nas redes sociais, usuários publicaram vídeos em que é possível ouvir vários disparos, que, segundo informações preliminares, teriam sido feitos por forças de segurança para tentar abater os artefatos.

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De acordo com moradores, os disparos começaram por volta das 20h no horário local (21h em Brasília). Até o momento, não há informações sobre a origem dos aparelhos ou se algum deles foi abatido.

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Em resposta à CNN Internacional, uma fonte da Casa Branca informou que os Estados Unidos não têm relação com os drones avistados em Caracas.

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A movimentação ocorre em um momento de forte tensão no país. No último sábado (3/1), os Estados Unidos conduziram uma operação em Caracas para capturar Nicolás Maduro. A esposa dele, a deputada Cilia Flores, também foi levada. A capital registrou explosões e, segundo balanços, ao menos 80 pessoas morreram.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou o presidente norte-americano Donald Trump.

Acusação que indiciou Nicolás Maduro

Um grande júri federal dos Estados Unidos indiciou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

O processo tramitava sob sigilo, mas teve o conteúdo tornado público por decisão da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi.

De acordo com a acusação, Maduro teria liderado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

A denúncia sustenta ainda que o esquema operava em parceria com organizações classificadas como terroristas ou narco-terroristas, entre elas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.

Além de Maduro, o grande júri também indiciou Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores, esposa do presidente; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do chefe do Executivo; e outros aliados do regime, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa.

Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025 e incluem, além do narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — como metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico. Para esses delitos, a pena mínima prevista é de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

Maduro se declara inocente

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente durante audiência de instrução em um tribunal de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (5/1).

“Não sou culpado. Sou inocente de tudo o que foi mencionado aqui”, disse Maduro ao juiz. Ele também disse que é um homem decente e ressaltou que é um “presidente sequestrado”.

Cilia Flores, esposa de Maduro, acompanhou o marido e também se declarou “completamente inocente”.

Ainda durante a audiência, o juiz Alvin K. Hellerstein comunicou ao chavista e à esposa que ambos têm o direito de solicitar contato com o consulado da Venezuela.

O presidente venezuelano, então, afirmou compreender a prerrogativa e manifestou interesse em receber a visita consular. A esposa, Flores, também declarou entender o direito e solicitou que o encontro fosse realizado.

A defesa de Cilia Flores informou ao juiz que ela não pretende solicitar liberdade sob fiança atualmente. Os advogados de ambos os réus afirmaram que o pedido poderá ser apresentado posteriormente. Em linha semelhante, o advogado de Nicolás Maduro declarou em audiência que o venezuelano também não busca a liberdade provisória agora.

Hellerstein disse acreditar que havia base legal para manter os réus sob custódia. Um promotor afirmou que o Ministério Público irá trabalhar em conjunto com os advogados de defesa e agentes federais para resolver a situação.