
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), mais conhecida apenas como Correios, vive uma de suas piores crises desde quando foi transformada em estatal em 1969, depois de mais de três séculos de atuação no país como serviço postal da colônia, do império e, posteriormente, da República. Desde 2022, os Correios acumulam uma série de 12 trimestres consecutivos com prejuízos, sendo que nos seis primeiros meses do ano passado, a estatal teve um deficit de R$ 4,36 bilhões.
Para conter a crise financeira, a empresa anunciou em dezembro de 2025 um plano de reestruturação dividido em três etapas, sendo que o primeiro deve durar três meses, com previsão de conclusão para março. Nessa fase inicial, os Correios devem buscar a captação de R$ 12 bilhões em empréstimos com grandes bancos, sendo R$ 9 bilhões por meio de Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil, e outros R$ 3 bilhões pelo Santander e Itaú Unibanco.