O republicano prosseguiu: “Nós estamos lá [na Venezuela] e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição apropriada aconteça. Como todos sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido usado por muito tempo. Eles não estão retirando nada do que eles poderiam em comparação e o que poderia acontecer nesse país”.
“Também conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para o solo americano porque eles retiraram isso, eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares no nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo com o respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um exílio socialista roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força”, disse.
Administração da Venezuela e opositora de Maduro descartada
Questionado sobre como funcionará a administração da Venezuela, Trump afirmou que o país será governado “por um grupo, de forma adequada”, sem dar detalhes sobre a composição ou o modelo dessa gestão. O republicano, no entanto, disse que a opositora de Maduro, María Corina Machado “não tem apoio” para liderar.
“Acho que para ela seria muito difícil ser a líder porque ela não tem o apoio ou o respeito de todo o país ela é uma mulher muito simpática mas ela não tem respeito”.
Mais cedo, ela havia divulgado uma carta dizendo que “chegou a hora da liberdade”.
Pouco antes da coletiva, o presidente norte-americano divulgou a priemeira foto de Nicólas Maduro após a captura do líder chavista. Na imagem, é possível ver Maduro algemado, segurando uma garrafa de água. O presidente venezuelano também utiliza fones de ouvido e uma espécie de venda nos olhos.
Reprodução/X
Na madrugada deste sábado (3/1), os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram Maduro, levando-o para fora do território venezuelano. Ele está sendo transferido a bordo do USS Iwo Jima a Nova York, onde será julgado por uma Corte por “narcoterrorismo”.
Brasil condena ação dos EUA
Em nota, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”. Ainda segundo o petista, os atos “representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
O governo brasileiro realizou reunião de emergência, no Itamaraty, para discutir o tema. Segundo o ministro da Defesa, José Mucio, a fronteira do Brasil com a Venezula segue aberta e com contingente para monitoramento.
Uma segunda reunião, com participação de Lula, está prevista ainda para este sábado (3/1).
