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Energia solar se firma como alternativa de investimento

Crescimento do setor de energia solar e modelos de investimento acessíveis ampliam a participação de investidores qualificados.

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
18/12/2025 às 13h46
Energia solar se firma como alternativa de investimento
Fotógrafa: Júlia Mendes Arruda

O mercado de energia solar fotovoltaica registrou forte expansão em 2024, impulsionado pela ampliação da capacidade instalada, pelo avanço das fontes renováveis no Brasil e pela oferta de modelos acessíveis de participação em projetos. No último ano, o país adicionou 14,3 GW e ultrapassou 52 GW de potência instalada, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), consolidando a fonte entre as principais da matriz elétrica nacional. O movimento ocorreu em todo o território brasileiro e atraiu R$ 54,9 bilhões em investimentos, um crescimento de cerca de 30% em relação a 2023, refletindo a busca crescente por alternativas sustentáveis e economicamente atrativas.

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De acordo com Fernando Neves, diretor comercial da Solare Invest, o ambiente de expansão tem estimulado o interesse por ativos ligados à economia real. Segundo ele, "o crescimento do setor aumenta a busca por alternativas com fluxo mais previsível, o que tem chamado a atenção de investidores atentos ao mercado de energia".

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Perfil do investidor

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Para investidores qualificados, projetos solares têm sido avaliados como ativos de infraestrutura com características de longo prazo. De acordo com Fernando Neves, esse tipo de investimento mantém receitas estáveis e menor correlação com oscilações de ativos tradicionais. Ele explica que "a previsibilidade operacional e contratual tornou a energia solar um segmento observado por quem busca diversificação com menor volatilidade".

O cenário econômico, marcado pela expectativa de manutenção de juros em níveis mais baixos, também reforça o interesse por ativos reais. De acordo com Fernando, esse ambiente aumenta a atratividade de projetos com fluxos estáveis e contratos de longo prazo.

Geração compartilhada e acesso por cotas

Uma forma prática de participar do setor é a geração compartilhada. Nesse modelo, o investidor adquire uma cota de uma usina solar e passa a ter direito a parte do lucro da energia comercializada, sem a necessidade de instalar painéis em sua própria residência ou empresa.

A Solare Invest atua nesse formato, com aplicações de baixo valor inicial que permitem a entrada de perfis qualificados à oferta privada. Esse tipo de participação conta com contratos regulados e oferece maior previsibilidade nos rendimentos.

Impacto ambiental e social

Além dos efeitos econômicos, a energia solar apresenta impactos ambientais relevantes. Segundo a ABSOLAR, a tecnologia já evitou a emissão de mais de 50 milhões de toneladas de CO₂ no Brasil, sendo mais de 5 milhões apenas no primeiro semestre de 2024. O avanço contribui para metas climáticas e reduz a dependência de fontes fósseis.

A expansão do setor também movimenta a economia em diversas regiões do país. Estimativas indicam que a transição energética pode gerar mais de 3,6 milhões de empregos até 2030, envolvendo atividades de instalação, operação de usinas e fabricação de equipamentos.

Participação das empresas do setor

Empresas que atuam na estruturação de projetos solares e na oferta de cotas de participação têm ampliado sua atuação para atender ao aumento da demanda entre investidores qualificados. Segundo Fernando Neves, diretor comercial da Solare Invest, "a consolidação do setor e o avanço dos modelos regulatórios têm permitido que mais investidores avaliem projetos solares como alternativas de longo prazo".