Inicialmente, a possibilidade de um ofensiva dos Estados Unidos estava concentrada em acusações de censura a plataformas digitais, como o X (antigo Twitter), direcionadas a Alexandre de Moraes.
Agora, porém, uma provável condenação de Bolsonaro passou a ser considerada como mais um argumento para eventuais medidas adotadas por Washington não apenas contra Moraes, mas contra mais autoridades do Judiciário brasileiro.
Segundo fontes da Casa Branca, o Estados Unidos não planejam estender as sanções ao governo Lula.
Nesta segunda-feira (7/7), escreveu Trump em rede social: “O Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo.”
Trump prosseguiu: “Eu conheci Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país – também, um negociador muito duro em comércio”.
“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, escreveu o presidente brasileiro nas redes sociais, sem citar diretamente Trump.


