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Saúde auditiva: tecnologia reduz esforço para ouvir e melhora qualidade de vida

Com tecnologia desenvolvida a partir da análise de 22 milhões de padrões sonoros, a nova plataforma Infinio representa um avanço ao trazer para o m...

02/04/2025 às 17h59
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
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A audição desempenha um papel fundamental na forma como nos conectamos com o mundo. Além de permitir a comunicação, ouvir bem está diretamente relacionado à saúde cognitiva, ao equilíbrio e à qualidade de vida. No entanto, a perda auditiva vem crescendo em todo o mundo e, segundo o Relatório Mundial sobre Audição, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 cerca de 2,5 bilhões de pessoas poderão ser afetadas por algum grau de deficiência auditiva.

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“Ouvir vai além de captar sons. É um processo que nos conecta ao outro, nos integra ao ambiente e nos permite interagir plenamente. No entanto, para quem vive com perda auditiva, essa conexão pode ser profundamente afetada, levando a um ciclo de isolamento, dificuldades de comunicação e até impactos na saúde mental”, diz a fonoaudióloga e gerente de Audiologia da AudioNova, Erica Bacchetti.

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Quando a perda auditiva não é tratada, muitas pessoas têm dificuldades para se manterem socialmente ativas e percebem um maior esforço para compreender a fala em ambientes ruidosos. Isso ocorre porque o cérebro precisa processar os sons com mais intensidade, o que pode resultar em cansaço auditivo ao longo do dia. Para minimizar esse impacto, o uso de aparelhos auditivos vem evoluindo para proporcionar experiências sonoras mais naturais e reduzir o esforço necessário para compreender a fala em diferentes situações.

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Com tecnologia desenvolvida a partir da análise de 22 milhões de padrões sonoros, a nova plataforma Infinio, da multinacional suíça AudioNova, representa um avanço ao trazer para o mercado o primeiro aparelho auditivo do mundo com processamento de som baseado em inteligência artificial em tempo real, o que dobra as chances de compreensão da fala em ambientes desafiadores. “Essa evolução traz um impacto real para quem convive com a perda auditiva, permitindo mais conforto e autonomia na comunicação cotidiana”, ressalta a especialista.

O processamento de som em tempo real, aliado à inteligência artificial, possibilita que os sons sejam ajustados de forma instantânea, proporcionando maior clareza na fala e reduzindo a fadiga auditiva.

“Ao final do dia, a sensação é de menor cansaço físico, já que o esforço reduzido para ouvir exige menos energia do corpo, deixando a pessoa menos cansada do que se estivesse sem os aparelhos”, pontua.

A função principal do aparelho auditivo é amplificar as ondas sonoras para que uma pessoa com perda auditiva possa ouvir com clareza os sons no ambiente a seu redor. Mas, ao contrário do amplificador, que somente aumenta o volume dos sons, o aparelho auditivo amplifica apenas os sons necessários para a comunicação do usuário e reduz o ruído de fundo.

A perda auditiva pode afetar diversas áreas da vida, mas o tratamento adequado ajuda a preservar a interação social e o bem-estar. Quanto antes o problema for identificado e tratado, maiores são as chances de adaptação e melhora na qualidade de vida.