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Médica alerta para sinais de daltonismo em crianças

O daltonismo é uma condição genética que afeta a percepção das cores, geralmente identificada na infância. Pode causar confusão em atividades escol...

01/04/2025 às 16h58
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
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mktthg | Freepik.com
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Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), o daltonismo é uma alteração na percepção das cores causada por uma deficiência nas células nervosas dos olhos, responsáveis por captar a luz e identificar tons. A forma mais comum afeta a distinção entre vermelho e verde e está ligada ao cromossomo X, tornando a condição mais prevalente em homens. A deficiência pode apresentar variações, sendo leve, moderada ou severa. Além disso, algumas pessoas também têm dificuldade em diferenciar o azul e o amarelo.

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De acordo com a organização ColorADD.Social, estima-se que cerca de 350 milhões de pessoas no mundo tenham algum grau de daltonismo. Apesar de comum, a condição pode passar despercebida na infância, pois muitas crianças não relatam dificuldades por não perceberem que enxergam as cores de maneira diferente.

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Os primeiros indícios do daltonismo podem surgir entre dois e três anos de idade, quando a criança começa a aprender e nomear cores. De acordo com a oftalmopediatra Milena Barata, do Hospital de Olhos Santa Luzia, integrante da rede Vision One, pais e professores podem notar que a criança confunde tons ou nomeia cores incorretamente. “Por exemplo, ‘pegue aquele bloco de montar verde’ e a criança traz um vermelho. Em crianças que já frequentam escola, a queixa pode vir dos professores. É comum que seja percebido em atividades que envolvem pintura”, relata a médica.

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Além de confundirem cores, a Dra. Milena explica que crianças daltônicas podem preferir objetos com alto contraste, como preto e branco, ou aqueles cuja forma auxilie na diferenciação das peças. Em atividades em que há a necessidade de seguir instruções de acordo com as cores, essa criança pode vir a apresentar sinais de frustração e irritação por não conseguir fazer a distinção.

Até que ponto a deficiência de cores interfere nas atividades escolares?

A identificação de cores faz parte da rotina escolar, o que pode representar desafios para crianças daltônicas na interpretação de mapas e gráficos, por exemplo. Segundo a oftalmologista, é importante que as escolas sigam algumas recomendações para incluir crianças com a condição: “Usar alto contraste, permitir a identificação das cores por meio de legendas em mapas e gráficos e evitar que a distinção de cores seja um critério de avaliação, entre outras adaptações possíveis”.

O daltonismo não é detectado em exames oftalmológicos comuns

Por não comprometer a acuidade visual, o daltonismo geralmente não é detectado em exames oftalmológicos de rotina. No entanto, há testes específicos, como o Teste de Ishihara, que utiliza pranchas com padrões de pontos coloridos para diagnosticar a deficiência. O Teste de Farnsworth-Munsell e o Anomaloscópio de Nagel são outros métodos utilizados para avaliar a percepção de cores.

Diante de qualquer suspeita, a Dra. Milena recomenda que os pais levem a criança ao oftalmopediatra o quanto antes para a realização dos testes necessários, de acordo com a idade. A partir dos resultados, o médico poderá explicar as opções de tratamento disponíveis.