
O secretário de Economia do Distrito Federal, Ney Ferraz Júnior, disse ao Metrópoles que o fato de o reajuste salarial das forças de segurança da capital do país não constar no orçamento aprovado no Congresso Nacional não impede o aumento ainda neste ano.
“Os dados apresentados pelo GDF para a justa recomposição dos policiais e bombeiros estão em mesa de negociação. Está tudo dentro da normalidade do cronograma e do fluxo de diálogo entre o Governo do DF e o governo federal”, afirmou o secretário.
Segundo Ney, as negociações estão em dia, e o governo federal pode enviar o pedido de recomposição aos policiais e bombeiros do DF em outras oportunidades, fora da peça orçamentária inicial, como já foi feito em outras ocasiões.
“Não há exigência de que o reajuste das forças de segurança seja aprovado agora, com o orçamento do governo federal. O fato de não estar no orçamento não quer dizer que não haverá aumento neste ano”, explicou.
Durante sessão em que o orçamento foi aprovado, os senadores Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT) criticaram a ausência do reajuste dos policiais e bombeiros do DF no documento.
Equiparação com a PF
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou, em 17 de fevereiro, o pedido de reajuste salarial da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
A solicitação foi enviada ao governo federal. O aumento equipara as remunerações das forças de segurança do DF aos salários da Polícia Federal.
Posteriormente, Ibaneis também enviou pedido para incluir a Polícia Penal no Fundo Constitucional do DF, o que possibilitaria a expansão do reajuste também para essa corporação.
Segundo a Secretaria de Economia, o Fundo Constitucional do DF comportaria a recomposição salarial sem necessidade de aporte extra. Dos R$ 66 bilhões do orçamento do DF, R$ 25 bilhões são oriundos de recursos da União.
O GDF propõe que o aumento seja pago em duas parcelas: em setembro de 2025 e em maio de 2026. Nesse cenário, o salário líquido de delegado de classe especial e de coronel – os cargos mais altos das corporações – sairá dos atuais R$ 19,5 mil para R$ 26 mil. Veja, abaixo, a proposta de reajuste salarial da PCDF, da PMDF e do CBMD
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