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Ex que matou Fátima havia agredido outra mulher antes no DF

Atevaldo esfaqueou a ex-companheira. Os dois haviam terminado no ano passado. Testemunhas viram o homem no prédio da vítima

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22/01/2020 às 11h59
Ex que matou Fátima havia agredido outra mulher antes no DF

tevaldo Sobral Santos, 51 anos, suspeito de matar Fátima Lisboa, 31 anos, na segunda-feira (20/01/2020), no Núcleo Bandeirante, tinha uma passagem por Maria da Penha. Até agora, a polícia não encontrou uma motivação para o crime, tratado como feminicídio. Depois de matar a ex-companheira com facadas, Atevaldo tirou a própria vida.

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De acordo com Rafael Ferreira Bernardino, chefe da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), contou detalhes do caso. Ele afirmou que, na terça-feira (21/01/2020), surgiu a notícia, entre familiares e amigos, de que Fátima havia sumido.

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“Não conseguiam entrar (no apartamento), ela não atendia telefone. Conseguimos abrir e vimos o corpo”, apontou Bernardino. De acordo com o delegado, pessoas viram Atevaldo (foto em destaque) entrando no local.”Temos testemunhas que o colocam lá no prédio, na segunda-feira de manhã”.

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Segundo o policial, ele assassinou Fátima com facadas no pescoço, no braço e no peito. A cronologia descrita pelos investigadores mostra que uma morte foi logo após a outra .”Foi logo depois de matar a mulher que ele se suicidou em uma área pública (no Riacho Fundo)”, disse o delegado.

Atevaldo tinha passagem de Lei Maria da Penha no último relacionamento, há cinco anos. Segundo Rafael Ferreira Bernardino, havia uma queixa de agressão por parte do homem a outra mulher em dezembro de 2014, também no Distrito Federal.

Ainda não há a informação do motivo do término. E, de acordo com o delegado, Atevaldo passou em casa ainda antes de se matar. “Ele deixou o carro e desceu até a área em que se matou”. O telefone celular do suspeito foi apreendido para apurar as conversas.

 
 

“O crime é muito recente. A questão da premeditação e da motivação ainda não sabemos, mas continuamos investigando para saber isso”, afirmou Bernardino. Esse seria o quarto caso de feminicídio no Distrito Federal em 2020.

 
 

A vítima tinha três filhos, sendo duas meninas de 10 e 14 anos, do casamento com o empresário Anderson da Silva Santos, 40. “Ficamos juntos por uns quatro anos. Ela era uma pessoa explosiva”, disse o ex-marido, que estava no prédio onde ocorreu o crime na manhã desta terça-feira.