
Em um vídeo gravado para as redes sociais, Maurício da Silva Filho, 23 anos, aparece atirando no meio da rua, em Samambaia, em uma imposição para o “toque para recolher”. Quem grava a cena é um comparsa, que o descreve: “Isso é um assassino dos perigosos”. Maurício era integrante da facção carioca Comando Vermelho (CV) e foi morto ao trocar tiros com policiais militares da Rotam/PMDF na noite de quarta (30/9).
A filmagem do disparo se une a outras duas postadas nas redes sociais em alusão ao crime. Uma delas é uma filmagem de uma arma, com a legenda: “O crime deseja um bom dia”. Em outra, ele caminha por uma rua com outro rapaz e mostra uma pistola em mãos. A música, ao fundo, tem dizeres de “assaltante” e “armado”.
Maurício não só tinha ligação com a antiga Falange Vermelha, como ostentava vasta ficha criminal: três roubos, quatro ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, receptação, duas por porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio.
Segundo a Polícia Militar, o criminoso participou de episódios de intimidação aos moradores na região de Samambaia. Os tiros disparados em via pública eram um aviso para o “toque de recolher” e domínio territorial.
O confronto teve início após o Serviço de Inteligência da Rotam receber informações indicando que um homem transportava drogas entre o Distrito Federal e cidades do Entorno, utilizando uma motocicleta e uma bolsa semelhante às empregadas em serviços de entrega, como forma de dissimular o transporte do material.
Segundo a PM, na tentativa de abordagem, o criminoso, com uma pistola, atirou contra os policiais. Um dos tiros atingiu a porta de uma das viaturas. Os militares revidaram e balearam Maurício. Ele não resistiu.
Além da arma e das munições, foram apreendidos oito tabletes de maconha.
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