
Na disputa pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política revelou um eleitorado dividido entre diferentes nomes e forças políticas. Na consulta espontânea, Max Maciel (PSol) lidera as intenções de voto, com 3,02%. A três dias da votação, os postulantes repercutiram os resultados e apresentaram as estratégias para conquistar os votos que ainda podem mudar o desenho da próxima legislatura.
Ao Correio, Maciel disse receber o resultado do levantamento com gratidão e responsabilidade. Para o candidato, o desempenho reflete os anos de trabalho na CLDF. "Seguimos com os pés no chão e disputando cada voto nas ruas e nas redes, pois sabemos que a pesquisa é o retrato de um momento e que ninguém está eleito até que as urnas estejam apuradas", ressaltou.
O candidato destacou, ainda, o objetivo de manter o espaço do partido no Legislativo local. "Seguimos focados em garantir a continuidade do nosso mandato e trabalhando pela manutenção da bancada do PSol na CLDF", completou.
Jaqueline Silva (MDB) aparece em segundo lugar no levantamento, com 2,37% das intenções de voto, e afirmou ter se emocionado com o reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo do mandato. "A pesquisa é um indicador de que estamos no caminho certo, mas não define a eleição. Juntos, nós fizemos muito, e cada voto é importante", afirmou.
O distrital Rogério Morro da Cruz (PSD) aparece em terceiro, com 2,2%. Ele não respondeu à reportagem nessa quarta-feira (30/9), para comentar os dados.
Candidato à reeleição, Joaquim Roriz Neto (PL) registrou 1,96% das intenções de voto e afirmou chegar à reta final da campanha satisfeito com o desempenho no levantamento. "Agora, é seguir trabalhando até o último momento e deixar que as urnas expressem a vontade soberana do povo. Que venha o domingo. E que a democracia prevaleça", ressaltou.
Na análise de Ariel Calmon, mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), as diferentes correntes políticas presentes na disputa pela Câmara Legislativa atuam de maneiras distintas na formação das intenções de voto. "A esquerda no DF costuma concentrar o voto em poucos nomes muito conhecidos, e por isso eles aparecem no topo. É o caso de Max Maciel. A centro-direita distribui seus votos entre muitos candidatos com base territorial, ligados a regiões administrativas, igrejas e redes comunitárias. Individualmente, eles têm menos votos, mas, somados, rendem mais cadeiras", explicou.
Para Calmon, esse comportamento também está relacionado ao perfil do eleitorado da capital federal. "O DF tem um eleitorado majoritariamente conservador, e a pesquisa reflete isso", completou.
Outro fator apontado pelo especialista é a vantagem de quem já ocupa uma cadeira na Câmara Legislativa. Com diversos candidatos buscando a reeleição e aparecendo entre os nomes mais citados na pesquisa, Calmon explica que o exercício do mandato oferece recursos políticos e visibilidade que podem favorecer a manutenção do espaço conquistado.
"Quem está no mandato tem visibilidade, emendas para levar às bases, estrutura de gabinete e uma rede de apoio já formada. O desafiante, novo nome, começa a corrida em desvantagem, e o fim das coligações proporcionais tornou mais difícil para candidatos novos pegarem carona em legendas fortes", afirmou.
A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política ouviu 1.225 pessoas com 16 anos ou mais em 31 diferentes regiões administrativas. O levantamento foi feito pessoalmente entre os dias 26 e 28 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos e confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-00922/2026.
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