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Cenário indefinido: segunda vaga ao Senado é disputada voto a voto

Com Michelle Bolsonaro (PL) em primeiro lugar, a pesquisa estimulada Correio/Opinião mostra Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis (PL) em competição acirrada pela outra cadeira do Senado. Erika Kokay (PT) aparece na quarta posição

01/10/2026 às 14h00
Por: João Araújo Fonte: Correio Braziliense
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Cenário indefinido: segunda vaga ao Senado é disputada voto a voto
Na reta final na disputa pelo Senado, a quinta rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política apontou disputa acirrada pela segunda cadeira no Congresso Nacional. Enquanto Michelle Bolsonaro (PL) segue na liderança com 23% das intenções de votos na pesquisa estimulada, Leila do Vôlei (PDT) tem 17,7% , em empate com Bia Kicis (PL), que chega a 17,3%. Erika Kokay (PT) aparece com 14,4%.

Na consulta espontânea, Michelle aparece com 16% e Bia, como segunda colocada (11,6%). Leila tem 9,9% e Érika, 8,8%. Entre os entrevistados, 35,9% disseram que ainda não sabem em quem vão votar, 8,9% vão de branco ou nulo e 7,4% não escolheram o segundo candidato.

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Bia Kicis disse estar feliz com o resultado do levantamento, que afirmou ser um indício de que a direita está se unindo. "Brasília está entendendo que são dois votos para o Senado. Quem quer Michelle no Senado está percebendo que pode ter Bia junto. Duas mulheres de direita, com posições claras, que não escondem aquilo em que acreditam e que estarão juntas nas grandes batalhas do Brasil", afirmou. 

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Segundo a presidente local do PL, apesar dos números favoráveis na pesquisa, o foco é nas urnas. "Essa dobradinha está se consolidando. O eleitor de direita está entendendo a força que tem com dois votos. É um movimento que cresce nas ruas e que agora começa a aparecer com muita clareza nas pesquisas. Então, agora é pé no chão, trabalho e rua. Falta pouco", disse. 

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Leila do Vôlei está animada com o resultado, apesar dos ataques que tem recebido. "Fico feliz com o resultado e com a confiança dos brasilienses, que têm nos mantido entre as duas vagas ao Senado. Temos enfrentado uma campanha suja, com ataques baixos e práticas que estamos questionando na Justiça Eleitoral. Há interesses poderosos nessa disputa, mas isso não vai me intimidar. Vamos trabalhar até o último dia percorrendo o DF, ouvindo as famílias, mostrando nosso trabalho e apresentando propostas", ressaltou a candidata à reeleição.

Érika Kokay (PT) resgata o histórico. "É sempre bom lembrar que as pesquisas subestimaram o desempenho da nossa candidata ao Senado nas eleições passadas. O cenário segue indefinido e em empate técnico", defende. "Estamos confiantes e, pelo que vemos nas ruas por todo o DF, a população não aceitará ser representada no Senado por quem não tem história na cidade e busca resolver problema de orçamento doméstico com recurso público, colocando parente como suplente", reforça.

Sebastião Coelho (Novo), que somou 2,3% das intenções de voto na estimulada e 1,1% na espontânea, não quis comentar o resultado.

Cenário

Cientista político pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em relações governamentais, André Rosa observa que a pesquisa mostra um Senado com três mulheres conservadoras e que as questões ideológicas devem se refletir nas votações, caso Bia e Michelle sejam eleitas, unindo-se à senadora Damares Alves (Republicanos) na bancada brasiliense. "Analisando o comportamento parlamentar da Leila, enquanto senadora, ela se movimenta ao centro. A Bia tem uma pauta mais voltada a aspectos morais", avaliou.

Teresa Starling, também cientista política pela UnB, prevê possíveis impactos. "Se entram Michelle e Bia, considerando que Damares ainda tem mandato até 2031, o DF fica com uma representação completamente concentrada no campo conservador", comentou. "Isso pesa ainda mais se você pensa num eventual governo de esquerda. Se o Senado como um todo tiver uma composição mais conservadora, o que parece ser o que está acontecendo, o governo vai precisar negociar muito mais para conseguir aprovar sua agenda", completou.

Para Teresa, com três nomes do mesmo campo, existe uma tendência maior de reforço entre essas agendas, sem muito contraponto interno. "Com a Leila, esse contraponto existe. Não muda completamente a correlação de forças, mas muda o tipo de representação que o DF leva para o Senado", concluiu. 

A pesquisa ouviu 1.225 pessoas em 31 das 33 regiões administrativas, de forma presencial e está registrada na Justiça Eleitoral com o número DF-00922/2026. Os pesquisadores foram a campo entre 26 e 28 de setembro.