
Uma casa de prostituição que funcionava no subsolo de um imóvel comercial na SCLRN 708 Norte, na Asa Norte, foi descoberta na madrugada desta sexta-feira (18/9). O caso é o terceiro estabelecimento do tipo encerrado na região em dois meses durante investigações sobre a manutenção de casas de prostituição e exploração da prostituição alheia. A responsável pela administração do local foi identificada e presa. No local, também foram encontrados indícios de exploração sexual..
A ação comandada pela Polícia Civil (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), ocorreu após a Justiça autorizar buscas em dois endereços relacionados à investigada um no DF e outro em Luziânia (GO). No imóvel comercial no Plano Piloto, foram apreendidos celulares, documentos, registros financeiros, anotações e máquinas de cartão. Os equipamentos eletrônicos também poderão ter a extração de dados para fins de análise, conforme autorização judicial.
Segundo as informações reunidas durante a investigação, o estabelecimento era usado para a realização de programas sexuais. Os investigadores fizeram levantamentos no local e analisaram imagens de sistemas de monitoramento, que registraram a movimentação de mulheres e de pessoas que entravam no subsolo.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores reuniram elementos que indicavam a prática de exploração sexual. De acordo com a polícia, também foram identificados indícios de crimes de extorsão e tráfico de drogas relacionados à exploração de casas de prostituição na região.
Na última segunda-feira, uma mulher foi presa em flagrante por manter uma casa de prostituição que funcionava disfarçada de casa de massagem, na SCLN 410, também na Asa Norte. Ela recebeu liberdade provisória, mas passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica e ficou proibida de retornar ao endereço onde o estabelecimento funcionava. A Justiça também determinou que ela mantenha distância mínima de 200 metros do local.
Outro caso, em 23 de julho, a polícia fechou outra casa de prostituição que funcionava em um imóvel na SHCGN 704/705. Na ocasião, duas adolescentes foram encaminhadas ao Conselho Tutelar, e a responsável pelo estabelecimento foi indiciada pelo crime de manutenção de casa de prostituição. O imóvel permanece fechado.
De acordo com a PCDF, os crimes investigados são de ação penal pública incondicionada. Isso significa que a apuração não depende de representação ou manifestação de vontade das vítimas. Uma vez comunicada a ocorrência, cabe às autoridades investigar os fatos e, caso sejam encontrados elementos que indiquem a prática de crimes, adotar as medidas previstas em lei.
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