
Uma montanha-russa no parque Six Flags Magic Mountain, na Califórnia, nos Estados Unidos, foi fechada após duas mulheres, em semanas distintas, sofrerem com hemorragias cerebrais após andarem no brinquedo. Uma das passageiras ficou com sequelas, a outra permanece em coma profundo.
Conhecida como X2, a atração foi inaugurada em 2002 e é considerada uma das mais radicais do parque. O brinquedo combina alta velocidade, quedas acentuadas e assentos que giram 360 graus de forma independente. Existem apenas outras duas montanhas-russas com sistema semelhante no mundo, uma localizada na China e a outra no Japão.
As duas mulheres sofreram lesões cerebrais graves compatíveis com traumas provocados por movimentos bruscos de aceleração e desaceleração. Esse tipo de lesão pode ocorrer quando o cérebro se movimenta dentro do crânio após um impacto ou evento de forte desaceleração.
Os dois casos aconteceram no início de julho. O brinquedo foi fechado em 12 de julho, sem que o parque apresentasse inicialmente uma explicação pública para a decisão. O caso repercurtiu agora em agosto, após a CNN divulgar relatos e documentos relacionados a passageiros que afirmaram ter apresentado problemas de saúde depois de andar na atração.
Pamela Guillen, de 40 anos, andou na X2 em 5 de julho. Após deixar o brinquedo, ela começou a vomitar e perdeu a consciência. Ela foi levada ao hospital e submetida a uma cirurgia de emergência na qual parte do crânio foi removida para aliviar a pressão causada pelo inchaço cerebral.
Guillen sobreviveu e recuperou a consciência cerca de duas semanas depois. Após receber alta, precisou reaprender a andar e falar. Atualmente, está realizando tratamento de reabilitação e utiliza medicamentos para prevenir convulsões.
Seis dias depois, Naomi Greer-Wilkinson, 25, também perdeu a consciência após andar na X2. Também foi submetida a uma cirurgia cerebral de emergência para conter a hemorragia. Naomi permanece em coma profundo e em estado crítico.
Em entrevista à CNN, a mãe afirmou que acompanhar a situação da filha é “a coisa mais difícil que um ser humano poderia passar”. O pai questionou a decisão de manter a atração em funcionamento após o primeiro caso e afirmou que os responsáveis “têm muito a explicar”. Documentos obtidos pela reportagem mostram ainda que o parque registrou pelo menos 70 queixas relacionadas a lesões na cabeça e no pescoço entre 2019 e 2022.
A Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional da Califórnia, responsável pela fiscalização das operações de atrações em parques, informou que uma inspeção sobre o caso está em andamento. Em comunicado, a Six Flags afirmou que “a atração continua fechada neste momento”.
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