
A desinfecção por radiação ultravioleta ganha espaço como método complementar ou substituto do cloro no tratamento de água no Brasil. O processo utiliza radiação UV-C, na faixa germicida entre 200 e 280 nm, para danificar o material genético de microrganismos, eliminando sua capacidade de reprodução sem alterar a composição química da água.
Segundo estudo publicado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) sobre desinfecção UV, a tecnologia é capaz de destruir mais de 99,99% dos patógenos presentes na água em segundos, incluindo protozoários como Cryptosporidium e Giardia, reconhecidos por sua resistência ao cloro. A regulamentação brasileira também prevê parâmetros específicos para essa técnica: o Ministério da Saúde estabelece dose mínima de 2,1 mJ/cm² para inativação de cistos de Giardia spp. em sistemas de desinfecção por radiação ultravioleta.
Pesquisa comparativa publicada na Scielo entre cloração e radiação UV concluiu que ambos os métodos atingiram 100% de inativação de bactérias como Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, sem reativação microbiana em até 48 horas após o tratamento. Esse desempenho reforça a adoção da tecnologia em ambientes que exigem controle microbiológico rigoroso, como indústrias farmacêuticas, alimentícias e laboratórios.
"A radiação ultravioleta representa uma solução eficiente e sustentável para desinfecção, eliminando a necessidade de subprodutos químicos que poderiam comprometer a qualidade da água tratada", afirma Nelson Isao Watanabe, fundador da Asstefil Indústria e Comércio de Filtros Ltda.
Sistemas de ultravioleta são aplicados tanto em processos industriais de alta exigência quanto em residências que buscam alternativas ao tratamento químico convencional, adaptando-se a diferentes vazões e níveis de contaminação da água de entrada.
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