
A expansão de uma rede de franquias sem perda de controle operacional figura entre os principais desafios do franchising e tem levado marcas do setor de alimentação a adotar modelos de gestão centralizada apoiados em tecnologia. Com plataformas integradas, a franqueadora passa a acompanhar todas as lojas a partir de um único acesso, seja por unidade, cidade, região ou em nível nacional, enquanto cada operação preserva autonomia na rotina do dia a dia.
O movimento acompanha um mercado em crescimento. O franchising brasileiro alcançou R$ 301,7 bilhões em faturamento em 2025, avanço nominal de 10,5% ante o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). No recorte de alimentação, o desempenho também foi positivo, com alta de 15,6% na receita e expansão de 3% no número de unidades em 2024, conforme levantamento sobre as franquias de alimentação divulgado pela entidade. Nesse ambiente competitivo, a padronização de cardápio, preço e processos torna-se condição para sustentar o ritmo de aberturas.
A gestão centralizada permite que o franqueado inaugure uma unidade sem estruturar uma operação a partir do zero. Em vez disso, ele recebe processos definidos, fornecedores homologados, cronogramas, treinamentos e materiais de apoio, o que reduz falhas, retrabalho e atrasos na implantação. Ao mesmo tempo, a franqueadora acompanha cada etapa da abertura e identifica com antecedência eventuais problemas, o que transforma a inauguração em um processo replicável e mais previsível.
Para Nelson Siqueira, criador da rede Galo Zé, o principal desafio do crescimento é garantir que todas as unidades entreguem a mesma experiência ao cliente, independentemente da cidade ou do perfil do franqueado, algo que envolve produtos, atendimento, processos, comunicação visual, compras e gestão de equipe.
"Quanto maior a rede, maior o risco de cada loja criar formas próprias de operar, o que exige processos documentados, treinamentos frequentes, indicadores claros e acompanhamento próximo da franqueadora. A padronização não deve ser vista como uma limitação, mas como uma forma de proteger a marca, o franqueado e a experiência do consumidor", afirma Siqueira.
Decisões baseadas em dados
A tecnologia também altera a forma como a franqueadora acompanha a operação. Com acesso a indicadores como faturamento, número de pedidos, ticket médio, custo da mercadoria vendida (CMV), avaliações de clientes, tempo de preparo e desempenho comercial, torna-se possível monitorar cada loja sem interferir em todas as decisões cotidianas.
O franqueado segue responsável pela gestão da sua unidade, mas passa a decidir com mais informação e suporte. Quando um indicador começa a fugir do padrão, a franqueadora pode agir antes que a situação se converta em uma perda maior, além de comparar unidades e aplicar em toda a rede aquilo que apresenta bom resultado.
Esse formato também aproxima franqueadora e franqueados, uma vez que as conversas deixam de se basear apenas em percepções e passam a se apoiar em informações concretas. "A tecnologia não deve funcionar como uma ferramenta de fiscalização excessiva, mas como um instrumento de orientação, prevenção e melhoria contínua", pondera o criador da Galo Zé. Entre os ganhos citados por ele estão a maior velocidade na tomada de decisão, a redução de falhas operacionais e a clareza sobre o desempenho de cada loja.
Acompanhamento em tempo real
Experiência semelhante é relatada por Jonas Cardoso, responsável pela expansão da rede Tia Sônia Cachorro Quente, que soma mais de 20 franquias no interior de São Paulo. Ele diz acompanhar todas as lojas de forma remota e utilizar relatórios individuais apoiados por inteligência artificial (IA) para obter cenários explicativos sobre o desempenho de cada operação.
"A padronização é determinante para o resultado, já que as unidades que seguem o modelo à risca alcançam desempenho semelhante. O acompanhamento diário do faturamento e a identificação das lojas com maior volume de vendas auxiliam a orientar ações junto aos franqueados, apoiadas pela leitura de cadastros de clientes e dos produtos mais vendidos", acrescenta.
Para redes em expansão, a visão consolidada em um único ambiente reúne informações que costumavam ficar dispersas em planilhas, mensagens e sistemas distintos, mesmo quando as unidades estão localizadas em cidades ou estados diferentes. O modelo permite manter proximidade com as lojas sem depender exclusivamente de visitas presenciais e organiza o acompanhamento de metas e o suporte à operação.
É esse tipo de estrutura que soluções como a Consumer Connect, da Consumer, disponibilizam às redes de alimentação que buscam crescer de forma organizada e escalável.
Para saber mais, basta acessar: https://consumer.com.br/
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