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Convenções partidárias podem encerrar com 4 chapas puras presidenciais

Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) anunciaram vices do seu partido

06/08/2026 às 08h00
Por: João Araújo Fonte: Correio Braziliense
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Convenções partidárias podem encerrar com 4 chapas puras presidenciais

O período de convenções partidárias — quando as siglas definem seus candidatos — se encerra nesta quarta-feira (5/8) com cerca de quatro chapas puras à Presidência da República. Ou seja, quatro candidatos escolheram vices do próprio partido para disputar as eleições.

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O anúncio mais recente foi o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Candidato à Presidência, ele oficializou nesta quarta o nome do senador Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice, após os principais partidos do Centrão — com nomes de vice cotados para sua chapa — anunciarem neutralidade na disputa presidencial. 

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Três grandes partidos fizeram o anúncio da neutralidade na terça-feira (4). Foi o caso do Republicanos, do União Brasil e do Podemos. Na semana passada, outras siglas como o Progressistas (PP) e o MDB já haviam declarado que seguiram neste mesmo caminho em relação às eleições presidenciais. 

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Assim como Flávio, Romeu Zema (Novo), também sem alianças, lançou ontem um nome do próprio partido como vice, o senador Eduardo Girão (Novo). Além dele, o candidato Ronaldo Caiado (PSD) oficializou o presidente do partido, Gilberto Kassab, no início de julho, como seu vice. Outra chapa puro sangue seria a do candidato Renan Santos (Missão), com Aroldo Medina (Missão) na vice. 

Correio levou em conta candidatos que registraram mais de 1% na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta. Segundo os dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 39% das intenções de votos. Em seguida, vem Flávio Bolsonaro, com 30%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. Com isso, estão tecnicamente empatados Ronaldo Caiado, com 4%, Renan Santos, também com 4%, e Romeu Zema, com 2%.

Lula, que concorre para ser reeleito à Presidência, nesse cenário, é o único que conta com uma coligação, tendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Além do PT e PSB, o petista ainda conta com o apoio oficial de outros partidos como PDT, PCdoB, PV e PSol. 

Contraste com 2022

O cenário contrasta com o visto em 2022 e aponta para uma dificuldade da direita e centro-direita em formar alianças neste momento, em meio a partidos que preferem resguardar os palanques estaduais. A neutralidade permite que a sigla não tenha um apoio formal a nenhum candidato à Presidência, liberando diretórios estaduais para alianças locais que sejam mais vantajosas. 

No último pleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, concorreu à reeleição com uma coligação composta pelo PL, PP e Republicanos. Flávio Bolsonaro, na atual disputa, conta formalmente com o apoio apenas do PL. No entanto, vale lembrar que alguns quadros dos partidos que integraram a base de Bolsonaro na última eleição já anunciaram apoio a Flávio. 

Na terça, durante evento em São Paulo, o 01 citou como exemplo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos), Damares Alves (Republicanos) e Tereza Cristina (PP), além de Daniella Marques (Republicanos), Guilherme Derrite (PP) e Simone Marquetto (PP). 

O partido Novo, em 2022, também teve chapa pura à Presidência, liderada por Luiz Felipe d’Avila (Novo) e como vice, Tiago Mitraud (também do Novo-MG). O presidente Lula, na época, contava com mais coligações do que as de 2026, envolvendo também o Solidariedade e a federação partidária formada por Rede e PSol.

Vale lembrar que, nas últimas eleições presidenciais, o PSD não lançou candidato próprio ao Planalto e adotou uma posição de neutralidade no primeiro e no segundo turnos. O Missão não participou das últimas eleições presidenciais, tendo em vista que teve seu registro oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas no fim de 2025.