
Condenado a 40 anos de prisão por assassinato e suborno, Cristian Cravinhos, de 50 anos, decidiu produzir conteúdo adulto para comercializar em plataformas digitais. Integrante do trio responsável pela morte de Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ele agora pretende transformar a própria notoriedade em fonte de renda. As informações foram publicadas pelo O Globo.
Segundo a reportagem, Cristian começou comercializando vídeos pornográficos e fotografias por meio de mensagens privadas nas redes sociais. O pacote, composto por um vídeo solo e três fotos, era oferecido por R$ 120. O negócio ganhou repercussão depois que compradores divulgaram capturas de tela das conversas, mostrando a forma como o material era vendido e entregue.
Procurado pela coluna True Crime, Cristian negou inicialmente que estivesse produzindo conteúdo erótico. Depois de receber as capturas de tela das conversas com as transações, mudou de versão. Admitiu a comercialização do material e anunciou que está produzindo novos conteúdos para lançar, em breve, um perfil no OnlyFans, plataforma por assinatura voltada à venda de conteúdo exclusivo, incluindo material adulto.
Antes de entrar no universo pornô, Cristian tentava sobreviver comercializando quadros, pinturas a óleo e gravuras. Em novembro do ano passado, chegou a anunciar nas redes sociais a venda de uma tela pintada durante o período em que esteve preso em Tremembé, afirmando que precisava “levantar um dinheiro”.
Segundo ele, a renda obtida com as obras já não era suficiente para cobrir as despesas da casa, e a necessidade de ajudar no sustento da companheira e dos dois enteados pesou na decisão de mudar de atividade. “O recomeço fora da cadeia é muito duro”, justificou.
Cristian passou a despertar mais interesse do público após a estreia da série Tremembé, da Prime Video. Na produção, seu personagem mantém um relacionamento afetivo com outro detento. Uma das cenas mais comentadas é a que Cravinhos aparece vestindo uma calcinha.
Na época da estreia, Cristian negou os acontecimentos e afirmou nas redes sociais que a produção inventou essas histórias apenas para chamar atenção e ganhar audiência. Em contrapartida, o autor da obra, Ulisses Campbell, e o próprio detento envolvido no suposto romance confirmaram a veracidade do relacionamento.
Cristian afirma ainda que já havia recebido propostas para ingressar na indústria pornográfica antes mesmo da repercussão envolvendo seus vídeos íntimos. Ele teria recusado uma oferta de R$ 1 milhão para gravar cenas com uma mulher e outra de R$ 5 milhões para atuar em produções com homens. Agora, porém, diz que mudou de posição. Embora vá iniciar a nova fase apenas com vídeos solo, não pretende fechar as portas para futuras negociações. “Estou aberto para tudo”, anuncia.
Cristian passou ao regime aberto pela primeira vez em 2016. Em 2018, retornou à prisão após ser preso em flagrante por tentar subornar dois policiais militares que o abordaram por descumprir as regras do benefício. Em 2022, voltou a obter o regime aberto, condição em que permanece até hoje.
Ex-cunhado de Suzane Von Richthofen, Cristian é irmão de Daniel Cravinhos, que mantinha uma relação com ela quando os pais da jovem foram mortos. Os três acabaram condenados pelo crime.
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