
O Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, com 2,3 milhões de procedimentos cirúrgicos feitos em 2024, segundo o estudo anual mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). No entanto, o que tem chamado mais atenção nos consultórios ultimamente não é o volume, e sim uma mudança de preferência: pacientes que chegam pedindo lipoaspiração de alta definição — a "Lipo HD", conhecida pelos contornos musculares marcados — saem optando por resultados mais suaves.
Essa transição da Lipo HD para a chamada Lipo MD (média definição) foi descrita por pesquisadores na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP). O estudo detectou que, mesmo quando solicitavam a técnica de alta definição pelo nome, as pessoas demonstravam preferência prática por contornos menos evidentes. O desejo atual do público é conquistar uma silhueta que seja totalmente integrada à anatomia natural de cada indivíduo.
Na experiência clínica da Dra. Ana Cecília Granda, essa transformação também é evidente no dia a dia. Com atuação voltada ao contorno corporal e às tecnologias aplicadas à lipoaspiração, a especialista observa que o perfil dos pacientes mudou significativamente nos últimos anos. Se antes a principal preocupação era alcançar o máximo de definição muscular, hoje predominam pacientes que valorizam equilíbrio, naturalidade, longevidade dos resultados e, principalmente, segurança.
Segundo a cirurgiã, esse novo comportamento reflete um maior acesso à informação. Os pacientes passaram a compreender melhor que procedimentos realizados sem indicação adequada ou conduzidos de forma insegura podem resultar em aspectos artificiais e em complicações potencialmente graves.
Segurança como prioridade
O deslocamento de perspectiva, no entanto, não elimina a distância entre o que o paciente imagina e o que o procedimento pode entregar com segurança. Dra. Ana Cecília identifica quatro situações recorrentes de expectativa mal calibrada: a expectativa por um resultado exato, sem considerar que a resposta biológica é individual; e a busca por resultados como se os tecidos não tivessem histórico cirúrgico anterior.
"Com o grande volume de informações e o intenso marketing nas redes sociais, muitos pacientes chegam ao consultório idealizando resultados apresentados na internet, sem que os riscos, as limitações e as consequências dos procedimentos sejam devidamente compreendidos", identifica. "Muitas vezes, não se leva em consideração que cada paciente possui um biotipo, uma estrutura anatômica e limites de segurança próprios", complementa a cirurgiã.
Quando a expectativa do paciente está fora dos limites seguros, a conduta é clara. A recusa do procedimento, quando necessária, é colocada como decisão ética. "Quando percebo que o paciente possui expectativas incompatíveis com os limites de segurança do procedimento, minha conduta é ser extremamente honesta e pragmática durante a consulta", revela a médica.
Planejamento individualizado e tecnologia
Esse reposicionamento do olhar clínico encontra respaldo nas ferramentas que a cirurgia plástica passou a ter acesso. O planejamento individualizado, que leva em conta biotipo, histórico cirúrgico, proporções e expectativas realistas de cada paciente, ganhou precisão com recursos que permitem antecipar e controlar o resultado antes mesmo da incisão.
A médica da clínica Le Blanc ressalta que, na lipoaspiração, especificamente, a combinação de diferentes abordagens técnicas, conforme o perfil anatômico de cada pessoa, substituiu protocolos mais padronizados, tornando o resultado menos dependente de um modelo estético único e mais orientado pelas características de quem está na mesa cirúrgica.
Na lipoaspiração moderna, o uso de ultrassom VASER para emulsificação de gordura, sistemas de infiltração de maior precisão e equipamentos de vibrolipoaspiração, como o MicroAire, contribuem para resultados mais controlados e previsíveis. A Dra. Ana Cecília, porém, é direta quanto ao papel dessas tecnologias: "Nenhuma tecnologia substitui o planejamento adequado e a experiência do cirurgião", defende.
O resultado depende da capacidade de combinar os recursos disponíveis com a leitura precisa da anatomia de cada paciente. "A verdadeira excelência na cirurgia plástica está em combinar beleza, naturalidade e segurança. Buscamos valorizar a anatomia de cada paciente de forma harmônica e saudável, respeitando suas características individuais", pontua.
A perspectiva para os próximos anos aponta para uma consolidação dessa tendência. "Acredito que o futuro da cirurgia plástica será cada vez mais pautado pela individualização dos tratamentos. O melhor resultado não é aquele que mais chama atenção imediatamente, mas aquele que permanece bonito, natural e seguro ao longo dos anos. Meu compromisso é realizar procedimentos que respeitem a anatomia, preservem a qualidade dos tecidos e permitam que o paciente envelheça de forma harmoniosa", conclui a Dra. Ana Cecília Granda.
Sobre a Dra. Ana Cecília Granda
A Dra. Ana Cecília Granda é cirurgiã plástica, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Atua com foco em contorno corporal, lipoaspiração de alta definição e tecnologias aplicadas à retração cutânea.
Sua prática é baseada em planejamento individualizado, segurança cirúrgica, preservação anatômica e resultados naturais, respeitando as características e os objetivos de cada paciente. Sua filosofia prioriza procedimentos que associem inovação tecnológica, rigor científico e responsabilidade médica, oferecendo resultados elegantes, duradouros e compatíveis com um envelhecimento saudável.
Para mais informações, basta acessar:
Site oficial: https://draanaceciliagranda.com/
Instagram: @dra.anaceciliagranda - instagram.com/dra.anaceciliagranda
Contato: +55 11 91006-2626, ou por meio do link: https://wa.link/q7gyld
Endereço: Clínica Le Blanc: Alameda dos Maracatins, 1217, Conjunto 507 - Moema, São Paulo (SP)
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