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A teoria do cavalo morto e os erros da persistência

A chamada "Teoria do Cavalo Morto", utilizada como metáfora em ambientes corporativos, tem sido associada a discussões sobre persistência excessiva...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
30/06/2026 às 10h18
A teoria do cavalo morto e os erros da persistência
Imagem gerada por Inteligência Artificial (OpenAI/ChatGPT)

Tem uma situação que se repete em empresas, negócios e também em diferentes contextos profissionais: investir tempo, dinheiro e energia em algo que não apresenta os resultados esperados e, ainda assim, insistir em novas tentativas para reverter a situação.

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Em vez de interromper a estratégia, muitas organizações optam por alterar processos, contratar consultorias, investir em treinamentos ou reformular estruturas, mantendo esforços em iniciativas que continuam sem apresentar resultados consistentes.

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Esse comportamento tem sido discutido em estudos sobre tomada de decisão e economia comportamental e pode influenciar diretamente a sustentabilidade e a competitividade dos negócios.

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A sabedoria que vem de longe

Um conhecido ditado atribuído a povos indígenas norte-americanos afirma: "Quando você descobrir que está montando um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar." A frase tornou-se uma metáfora frequentemente utilizada no ambiente corporativo para ilustrar situações em que empresas e profissionais insistem em estratégias, produtos ou projetos que deixaram de apresentar resultados.

Entre as reações mais comuns observadas nesses cenários estão:

  • Aumentar investimentos em iniciativas que não apresentam retorno;
  • Substituir equipes ou lideranças;
  • Contratar consultorias adicionais;
  • Buscar referências externas sem alterar fatores estruturais;
  • Reduzir metas para adequá-las aos resultados obtidos;
  • Reposicionar produtos ou serviços sem evidências concretas de demanda.

Por que é tão difícil desmontar?

Especialistas em comportamento organizacional apontam que decisões relacionadas ao encerramento de projetos envolvem fatores emocionais, financeiros e reputacionais.

Além dos recursos investidos, entram em jogo aspectos como expectativas criadas, histórico profissional, posicionamento perante clientes e percepção de sucesso ou fracasso. No entanto, o custo de manter uma estratégia inviável pode ser superior ao custo de interrompê-la e redirecionar esforços para novas oportunidades.

De acordo com Marcio Zeppelini, empresário, empreendedor social e especialista em desenvolvimento humano e organizacional, reconhecer o momento adequado para interromper uma estratégia pode representar uma decisão relevante de gestão.

"A capacidade de reconhecer o momento de interromper uma estratégia pode ser tão importante quanto a decisão de iniciá-la", afirma.

Como identificar quando é hora de mudar?

Algumas perguntas podem auxiliar na avaliação de projetos e estratégias:

  1. Mudanças vêm sendo realizadas há mais de seis meses sem alteração significativa dos resultados?
  2. A defesa do projeto está baseada em indicadores objetivos ou em fatores emocionais?
  3. Se a decisão fosse tomada hoje, o mesmo caminho seria escolhido novamente?
  4. A base de clientes diminuiu ou nunca atingiu volume suficiente para sustentar o negócio?
  5. A operação está sendo mantida por endividamento, e não pela geração de receita?

Segundo especialistas em gestão e comportamento organizacional, respostas afirmativas a essas questões podem indicar a necessidade de reavaliar estratégias e modelos de negócio.

Interromper também pode ser estratégia

Encerrar um projeto não significa necessariamente abandonar o aprendizado adquirido durante sua execução. Questões relacionadas ao comportamento do cliente, aos processos implementados, às competências desenvolvidas e aos relacionamentos construídos podem representar ativos importantes para futuras iniciativas.

Persistência e capacidade de adaptação

A persistência é frequentemente apontada como uma característica importante do empreendedorismo. No entanto, especialistas alertam que a continuidade de estratégias comprovadamente ineficazes pode representar um obstáculo ao desenvolvimento organizacional.

Para Marcio Zeppelini, a capacidade de avaliar resultados e adaptar estratégias é parte fundamental do processo empreendedor.

"A persistência pode ser uma virtude importante, mas a capacidade de reconhecer a necessidade de mudança também faz parte da construção de resultados sustentáveis", conclui.

Mais informações podem ser acessadas no perfil profissional de Marcio Zeppelini no LinkedIn.