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Empresas enfrentam desafios ao criar plataformas próprias

Especialista da Ikonn explica como o desenvolvimento interno de sistemas de rastreamento pode gerar custos elevados, dívidas técnicas e riscos oper...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
26/05/2026 às 17h50
Empresas enfrentam desafios ao criar plataformas próprias
Divulgação Ikonn

O setor de rastreamento de veículos e ativos tem crescido de forma consistente nos últimos anos, impulsionado pela digitalização da logística e pela expansão da economia sob demanda. Dados de mercado mostram que o segmento de telemetria e rastreamento deve movimentar bilhões de dólares globalmente até o fim da década, com forte influência da chegada do 5G e da Internet das Coisas (IoT).

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Um levantamento da Fortune Business Insights aponta que o setor de rastreamento de ativos, estimado em US$ 28,97 bilhões em 2026, pode atingir faturamento de US$ 71,55 bilhões até 2034. Nesse contexto, muitas empresas do ramo acreditam que o próximo passo lógico para aumentar seu valor é desenvolver uma plataforma própria, construída do zero.

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No entanto, o que começa como um projeto de inovação pode se transformar em um ralo de recursos financeiros e em um atraso tecnológico. De acordo com André Luiz Ota, CEO da Ikonn, a sedução inicial vem da promessa de controle total e da eliminação de taxas mensais de terceiros. "O CEO imagina que, ao ser dono do código, terá liberdade para criar qualquer função instantaneamente", afirma.

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"O banho de realidade acontece quando se percebe que não está contratando apenas programadores, mas sim uma estrutura caríssima de P&D que nunca para. O desenvolvimento é apenas 20% do desafio; os outros 80% são manutenção, segurança e atualização constante. No final, o custo por placa de um sistema caseiro acaba sendo três ou quatro vezes maior do que o da melhor plataforma de rastreamento do mercado", acrescenta.

O maior risco técnico, segundo Ota, é a instabilidade sistêmica ao gerenciar o recebimento de milhões de pacotes de dados de centenas de modelos de hardware diferentes, exigindo uma engenharia de backend extremamente robusta. "Se o sistema cai por 10 minutos, a operação do cliente para. Reinventar essa roda significa passar anos testando protocolos que plataformas consolidadas já resolveram. Quem busca o melhor sistema de rastreamento quer paz operacional; tentar criar isso do zero sem uma equipe de elite de engenharia de sistemas é como tentar construir um avião enquanto ele já está em pleno voo", avalia.

Outro desafio recorrente é a chamada dívida técnica, que pode paralisar o crescimento de uma central de rastreamento. O especialista reforça: "A dívida técnica é o juro que você paga por cada decisão de código mal tomada no início. Com o tempo, o sistema fica tão complexo e cheio de remendos que a equipe de TI passa 90% do tempo apenas apagando incêndios e corrigindo bugs, em vez de criar novas funcionalidades. No fim, a empresa para de crescer porque não consegue escalar a operação sem que o sistema trave".

A busca por exclusividade também costuma levar empresários a acreditar que precisam escrever cada linha de código. Para Ota, um modelo White Label de Elite é capaz de oferecer ao empresário a interface e a estratégia de mercado necessárias, rodando sobre um motor de engenharia testado em escala massiva. "É como ter um carro de Fórmula 1: você não precisa construir o motor para ser o dono da equipe e vencer a corrida; precisa da melhor engenharia disponível para focar na estratégia de vitória", analisa.

O executivo ressalta ainda que o impacto de um projeto mal-sucedido no valor de mercado de uma empresa pode ser significativo. "Investidores e compradores profissionais têm pavor de sistemas caseiros. Eles sabem que esses softwares geralmente dependem de um ou dois programadores específicos e possuem documentação falha, o que gera risco operacional altíssimo".

"Uma empresa que utiliza uma plataforma sólida, estável e reconhecida no mercado tem um equity muito superior, pois o comprador sabe que o ativo é escalável e seguro. O software deve ser um gerador de valor patrimonial, não uma incógnita no balanço financeiro", completa.

Com a chegada do 5G e do IoT massivo, empresas que possuem plataformas legadas desenvolvidas internamente podem enfrentar um muro tecnológico. "Atualizar um sistema legado para suportar essa densidade de informação é quase tão caro quanto fazer um novo. Muitas empresas ficarão pelo caminho porque não terão capital para essa atualização. A melhor plataforma de rastreamento para o futuro já nasceu com essa arquitetura distribuída, permitindo que o empresário foque em aproveitar as novas oportunidades de mercado em vez de se preocupar com a compatibilidade do código."

Na visão de Ota, o desenvolvimento próprio só faz sentido se a empresa for, essencialmente, uma Software House. "Se o seu negócio é rastreamento, logística ou monitoramento, o foco deve ser o cliente e a operação. O ponto de equilíbrio é entender que a tecnologia é o meio, não o fim".

"Adotar uma plataforma de engenharia pronta, mas que respeite a sua soberania de marca, é o caminho mais rápido para triplicar o faturamento. É uma decisão de eficiência: você prefere gastar sua energia gerindo desenvolvedores ou gerindo o crescimento do seu patrimônio?", questiona Ota.

Para os empresários que vivem esse dilema, o executivo recomenda que a melhor plataforma é aquela que proporciona soberania total sobre sua marca e seus dados, garantindo estabilidade absoluta. "Fuja de plataformas que te prendem a hardwares específicos, chips próprios ou que não permitem integração com outros sistemas. O futuro do rastreamento é sobre inteligência de dados e integração; escolha o parceiro tecnológico que te entregue essa infraestrutura pronta para que você possa ser o protagonista do seu mercado", finaliza.

Para saber mais, basta acessar: http://www.ikonn.com.br