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Tensões geopolíticas elevam custos do frete global

Especialista explica como os conflitos e as instabilidades regionais têm afetado o transporte marítimo e exigido maior adaptação das empresas

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
22/05/2026 às 19h37
Tensões geopolíticas elevam custos do frete global
Imagem do Magnific/freepik

As recentes tensões geopolíticas impulsionadas pela guerra entre Estados Unidos e Irã têm provocado impactos diretos no transporte marítimo e nas cadeias logísticas internacionais. Conflitos armados, instabilidades regionais e mudanças nas relações diplomáticas vêm alterando rotas, elevando custos e reduzindo a previsibilidade das operações, impondo novos desafios às empresas que dependem do comércio global.

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De acordo com uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgada pelo jornal El País, a continuidade dos conflitos e a alta do petróleo (com o barril negociado atualmente em torno de US$ 100) podem ampliar o risco de recessão mundial em breve, com reflexos imediatos sobre o setor de logística e transporte.

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Segundo Rosa Amador, diretora comercial da Samsung SDS, braço de logística e tecnologia da informação do Grupo Samsung, os efeitos já são sentidos de forma prática no dia a dia das operações. "As tensões geopolíticas têm afetado diretamente o transporte marítimo, principalmente devido às mudanças nas rotas e pelo aumento dos riscos em algumas regiões. Isso acaba gerando desvios de navios, aumento no tempo de viagem e, consequentemente, fretes mais caros", afirma.

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Ela ainda ressalta que os reflexos mais imediatos também incluem atrasos nas entregas e menor previsibilidade das operações. "Há uma redução na disponibilidade de rotas mais diretas, o que obriga as empresas a buscarem alternativas. Para apoiar nossos clientes, optamos por combinar os modais marítimo, aéreo e terrestre, mantendo a operação funcionando com mais equilíbrio entre custo e prazo", explica Rosa Amador.

Um exemplo recente foi a reabertura gradual para a navegação comercial do Estreito de Ormuz, anunciada durante o cessar-fogo no Oriente Médio. A passagem, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, havia sido bloqueada nas semanas anteriores, elevando os preços da commodity e pressionando os custos logísticos.

Com a redução das tensões na região, navios voltaram com navegação parcialmente normalizada e o preço do barril recuou, trazendo alívio temporário às cadeias de suprimento internacionais. O episódio evidencia como decisões políticas podem alterar de forma abrupta o cenário do comércio global.

A volatilidade dos preços de frete também tem se tornado um desafio relevante para as empresas. Rosa Amador relata que, com a variação constante nos custos, o planejamento financeiro tende a ser menos previsível. "Com mudanças frequentes nos custos de transporte e operação, é necessário revisar estratégias e orçamentos constantemente para reduzir impactos na cadeia de suprimentos e preservar a competitividade", observa.

Diante desse cenário, empresas têm buscado estratégias mais flexíveis para manter a competitividade. Para a diretora comercial, as companhias estão diversificando fornecedores, trabalhando com múltiplas rotas e usando diferentes tipos de transporte. Também há um foco maior em tecnologia para ganhar visibilidade e agilidade. "A Samsung SDS apoia esse movimento ao oferecer soluções que integram toda a operação logística, facilitando ajustes rápidos sempre que necessário", destaca.

A atuação da Samsung SDS tem se concentrado em oferecer mais controle e flexibilidade aos clientes. Isso inclui monitoramento em tempo real das operações, gestão dinâmica de contratos e acesso a uma rede global de transportadoras. "Além disso, trabalhamos com soluções multimodais, que permitem combinar diferentes tipos de transporte para reduzir riscos e melhorar a eficiência. O objetivo é auxiliar nossos clientes a se adaptarem rapidamente, mesmo em cenários mais instáveis", afirma.

Para empresas que dependem do comércio internacional, a principal recomendação é investir em flexibilidade e visibilidade. Segundo Rosa Amador, empresas que conseguem acompanhar suas operações em tempo real e têm alternativas de rotas e parceiros saem na frente. "Contar com soluções que permitam reagir mais rápido às mudanças faz toda a diferença. Além disso, é importante revisar constantemente o planejamento e estar preparado para ajustar a operação sempre que necessário", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://www.samsungsds.com/la/index.html