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Ping alto prejudica experiência em jogos online

Marcos Guerra, COO do NoPing, explica que um dos fatores mais importantes para uma boa experiência em jogos online é o ping, o tempo que um comando...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
14/05/2026 às 15h11
Ping alto prejudica experiência em jogos online
Imagem do Magnific/DC Studio

Um esquadrão de soldados avança sob fogo cruzado. Em outro cenário, um carro acelera a mais de 200 km/h. Em segundos, a cena muda: um golaço de fora da área leva o time de futebol à vitória. Essas situações não acontecem apenas em filmes ou séries. Elas são parte da rotina de milhões de brasileiros: 75,3% dos entrevistados na 13ª Pesquisa Game Brasil disseram ter o costume de jogar, de acordo com o site Meio & Mensagem.

Em jogos online, um dos fatores mais importantes é o ping, o tempo que um comando leva para sair do dispositivo, chegar ao servidor do jogo e voltar. Na prática, é o intervalo entre a ação do jogador e a resposta na tela, como explica Marcos Guerra, COO do NoPing, empresa especializada na otimização da conexão de internet para jogos online.

"Em jogos competitivos, frações de segundo determinam a vitória ou a derrota. Se o ping for alto, o comando dado no controle ou no teclado demora mais para chegar ao servidor do game. Isso significa que, na tela, o personagem reage com atraso, o que chamamos de lag. Portanto, um ping baixo significa uma conexão mais rápida e responsiva, garantindo que as ações no jogo aconteçam em tempo real, sem interrupções", detalha ele, acrescentando que o ping também é chamado de "latência".

Marcos Guerra informa que, se o lag se repetir com frequência, o jogo se torna uma experiência frustrante e até "injogável". Isso é mais evidente em títulos de tiro em primeira pessoa ou de estratégia em equipe (MOBAs), nos quais a precisão e a rapidez são fundamentais.

Além do atraso nos comandos, um ping alto e instável frequentemente vem acompanhado de outros problemas graves. "Temos o ‘jitter’, a variação constante do ping, causando movimentos bruscos e travamentos, como se o personagem estivesse se ‘teletransportando’ pelo mapa", complementa Guerra.

Outro problema crítico é a perda de pacotes (packet loss), em que as informações que o computador envia simplesmente não chegam ao servidor. Isso faz com que tiros não sejam registrados ou habilidades não sejam ativadas, por exemplo. No pior dos cenários, diz Guerra, um ping muito alto leva a desconexões completas, expulsando o jogador da partida e muitas vezes resultando em punições no jogo.

Para evitar que esses gargalos aconteçam, existem ferramentas de otimização de rede desenvolvidas especificamente para o uso em jogos online. "No NoPing, nosso foco é a performance em tempo real, seja para um jogador casual ou um profissional de esports", afirma Marcos Guerra.

"A internet tradicional envia os dados por um único caminho, que pode ter dezenas de pontos de falha. Se um roteador no meio do caminho falhar ou estiver congestionado, o jogador sofre. As soluções do NoPing foram pensadas justamente para contornar esses congestionamentos, criando rotas diretas, exclusivas e otimizadas para os servidores dos jogos", reforça o executivo.

Para ele, esse tipo de ferramenta tem uma relevância grande no Brasil, onde apenas 22% da população possui boas condições de conectividade. A dificuldade é mais evidente nas regiões do Norte e Nordeste, segundo um estudo de 2024 do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR repercutido pela Agência Brasil.

O COO pontua que, ao escolher uma ferramenta de redução de ping, o jogador precisa buscar tecnologia de ponta e estabilidade comprovada. A primeira característica essencial é a inteligência de roteamento: a solução precisa ser capaz de calcular e escolher as rotas mais rápidas em tempo real.

No NoPing, por exemplo, é utilizada inteligência artificial (IA) para analisar inúmeras rotas e selecionar as mais eficientes, considerando não apenas o ping, mas também a perda de pacotes e o jitter.

"A segunda característica fundamental é a redundância, ou seja, a capacidade de manter a conexão estável mesmo se houver problemas na rede. Nós desenvolvemos uma tecnologia chamada Multi Conexão, que envia os dados do jogo por vários caminhos simultaneamente. Se uma rota falhar, as outras garantem que o jogador não caia", detalha Guerra.

Além disso, uma boa ferramenta deve ter uma ampla rede de servidores globais, suporte a milhares de jogos e funcionalidades extras que realmente agreguem valor — no caso da tecnologia Multi Internet, é possível usar mais de um provedor de internet ao mesmo tempo, ressalta o COO do NoPing.

Ele menciona que uma ferramenta voltada para o perfil gamer precisa ser intuitiva, acessível e focada em resultados práticos (performance no jogo). Ainda defende que o jogador não precisa ser um especialista em redes; ele apenas seleciona o jogo, escolhe o servidor e clica na opção de otimizar.

"As ferramentas gamers oferecem recursos específicos para esse público. No NoPing, nós integramos funcionalidades como boost de FPS, melhoria na velocidade de resposta do teclado e até um aim trainer, que não fariam sentido em um ambiente corporativo, mas que são essenciais para quem busca a máxima performance nos e-sports", destaca.

O termo "boost de FPS" ao qual ele se refere é um recurso que aumenta a quantidade de frames por segundo que um jogo roda. Quanto maior o FPS, mais fluida fica a imagem. Em vez de sensação de atraso, o game responde de forma mais suave e rápida. Já "aim trainer" são ferramentas usadas para treinar mira e precisão em jogos de tiro, simulando situações de combate.

"O mais importante é que a ferramenta ofereça a oportunidade de o jogador comprovar a eficácia por si mesmo. O impacto da otimização de rotas varia dependendo do provedor de internet e da localização do usuário. Por isso, a ferramenta ideal deve oferecer um período de teste gratuito", considera Marcos Guerra.

Para saber mais, basta acessar o site do NoPing: https://noping.com/pt