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Self storage cresce com novas demandas no Brasil

Levantamento da Brain Inteligência Estratégica aponta expansão do mercado de self storage no país, impulsionada por transformações no uso do espaço...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
12/05/2026 às 18h53
Self storage cresce com novas demandas no Brasil
Goodstorage/Reprodução

O mercado de self storage segue em expansão no Brasil, acompanhando transformações no uso do espaço urbano, na dinâmica habitacional e nas operações logísticas. O setor chegou a 223.999 boxes no país, distribuídos em 613 operações presentes em 112 cidades brasileiras. A área bruta locável (ABL) total alcançou 1,93 milhão de metros quadrados.

crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2024. O número de operações em funcionamento também avançou, somando 613 unidades distribuídas por 112 cidades brasileiras. Já a área bruta locável (ABL) total alcançou 1,93 milhão de metros quadrados.

O avanço do setor reflete uma demanda crescente por soluções de armazenagem ligadas tanto ao cotidiano das famílias quanto às necessidades operacionais de pequenos negócios e empresas. Entre os fatores apontados para esse movimento estão a redução do tamanho médio dos imóveis, a maior mobilidade urbana e a expansão do comércio eletrônico.

O mercado segue concentrado em boxes de menor metragem. Espaços de até 3 metros quadrados representam 37% da oferta nacional e registram vacância de 21,9%, enquanto unidades entre 4 metros quadrados e 15 metros quadrados concentram 50,2% do mercado. Já boxes acima de 50 metros quadrados têm participação reduzida, de 2,9% da oferta, e vacância de 1,4%.

Para Thiago Cordeiro, CEO e fundador da GoodStorage, além de presidente da Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS), o segmento vem assumindo um papel mais amplo dentro da infraestrutura urbana. "Estamos vivendo uma reorganização do espaço urbano. As pessoas precisam de soluções flexíveis e seguras para lidar com a redução dos imóveis, a mobilidade urbana e os novos formatos de trabalho e consumo. O self storage deixou de ser um produto de nicho para se tornar parte da infraestrutura das cidades", afirma.

Outro vetor apontado como impulsionador do mercado é o crescimento do e-commerce. A busca por estruturas de armazenagem mais próximas dos centros consumidores tem se intensificado para apoiar operações logísticas e reduzir custos e prazos de entrega, especialmente em contextos de logística de última milha.

A demanda por esse tipo de operação também tem elevado a exigência sobre infraestrutura e segurança. No Brasil, é cada vez mais comum que operações do setor contem com recursos de segurança, como câmeras de vigilância, sistemas de alarme e controle de acesso para usuários.

No caso da GoodStorage, a empresa atua no segmento com um portfólio de cerca de 70 ativos, entre unidades de self storage, áreas de galpões flexíveis e condomínios de galpões urbanos na cidade de São Paulo. Segundo a companhia, a estrutura atende desde demandas residenciais até operações ligadas à armazenagem e distribuição urbana.

"A experiência do locatário precisa ser simples e segura. Isso vale tanto para quem aluga um box de 1m², quanto para o empreendedor que opera em galpões urbanos. O objetivo é oferecer conveniência e agilidade em um contexto em que espaço e eficiência se tornaram fatores estratégicos", diz Cordeiro.

De acordo com João Paulo Silva, economista especializado em mercado imobiliário logístico, a tendência de expansão deve continuar nos próximos anos, acompanhando o avanço do comércio digital, a reorganização dos centros urbanos e novas demandas por soluções flexíveis de armazenagem.

"O self storage se integra ao funcionamento da cidade. É parte do ecossistema que sustenta um consumo mais digital, mais ágil e mais localizado", conclui o CEO.