
Com investimento de mais de R$ 19,5 milhões, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, entregou, nesta quinta-feira (26), a ampliação do sistema de abastecimento de água do Lago Sul. A obra interliga os sistemas Descoberto/Corumbá e Torto/Santa Maria até a QL 16, reforça a segurança hídrica local e beneficia cerca de 30 mil pessoas na região. “Nós estamos interligando todos os sistemas de água do Distrito Federal para que a população tenha garantia hídrica pelos próximos 50 anos, pelo menos”, afirmou o chefe do Executivo. “Os investimentos têm sido constantes e importantes para abastecer toda a cidade com água de qualidade.”
As intervenções também substituíram as redes que atendiam o VI Comando Aéreo Regional (VI Comar), em uma área que enfrentava baixa disponibilidade hídrica, tubulações deterioradas e registros de água fora dos padrões de qualidade. Com a obra, o sistema passou a ter mais estabilidade e capacidade de resposta.
Para viabilizar a intervenção, foi construída uma adutora que levará água do Sistema Corumbá ao VI Comar. A estrutura reforça o fornecimento no Lago Sul e em regiões vizinhas, além de ampliar a flexibilidade operacional da rede de distribuição.
O pacote incluiu 13,1 quilômetros de adutora e redes de distribuição, 24 ventosas e descargas, 83 metros de túnel e 14 ligações de rede interna. Também foram instalados hidrantes e válvulas de manobra, que reforçam a operação e a manutenção do sistema.
“Essa é uma das pautas mais importantes dos três eixos definidos pelo governador: reduzir perdas para ampliar a segurança hídrica, aumentar a produção de água e melhorar o tratamento de esgoto”
Luis Antônio Reis, presidente da Caesb
“O que muda, na prática, é a resiliência hídrica que a gente está construindo e fortalecendo cada vez mais. Essa é uma das pautas mais importantes dos três eixos definidos pelo governador: reduzir perdas para ampliar a segurança hídrica, aumentar a produção de água e melhorar o tratamento de esgoto”, destacou o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Luis Antônio Reis.
Ciclovia
Na mesma agenda, o governador Ibaneis Rocha inaugurou um novo trecho de ciclovia entre o Balão do Aeroporto e a QI 17 do Lago Sul, em obra de R$ 5,2 milhões executada no programa Vai de Bike. Com cerca de 10 quilômetros, o novo trecho recebeu serviços de terraplenagem, pavimentação e sinalização horizontal. A obra foi executada com recursos próprios do GDF e gerou 40 empregos.
Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, a ciclovia atendeu a uma demanda antiga da comunidade e ampliou a segurança de quem circula de bicicleta pela região. “A comunidade do Lago Sul já usava a ciclofaixa, mas ainda havia receio pela proximidade com a faixa de rolamento dos carros. Com a segregação da ciclovia, a gente traz mais tranquilidade para quem utiliza esse espaço”, explicou.
Ele também relacionou a intervenção à estratégia de conexão da malha cicloviária do DF: “Neste governo, já foram construídos mais de 90 quilômetros de ciclovias. Brasília já tinha uma malha relevante, mas ainda sem interligação. O que buscamos é justamente fazer essa conexão, para que a população possa optar pela mobilidade ativa, seja como transporte, seja como lazer, com mais qualidade de vida”.
A nova estrutura passou a integrar o Vai de Bike, programa que reúne ações das secretarias de Obras e Infraestrutura (SODF), da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) para ampliar e conectar a malha cicloviária do Distrito Federal. Hoje, a capital federal conta com cerca de 800 quilômetros de ciclovias integradas.
Na ocasião, o governador Ibaneis Rocha nomeou a ciclovia de Marilza Abrahim Santoro, pioneira com grande atuação em iniciativas de filantropia no Lago Sul. A neta da homenageada, Fernanda Santoro, destacou o peso afetivo da inauguração para a família e a ligação da avó com a região: “Nós estamos profundamente emocionados. É uma homenagem que carrega muitos anos, todo um legado, uma história aqui no Lago Sul. Minha avó amava isso aqui”.
Ela também ressaltou o efeito prático da obra para a comunidade: “A ciclovia representa não só sustentabilidade, mas saúde, convivência e sociabilização. A população valoriza cada vez mais esses espaços, para sair um pouco das telas, socializar, se exercitar e aproveitar o que a cidade tem de melhor”.