
Morreu, neste sábado (28/1), a ativista Vana Lopes, aos 62 anos, em São Paulo, por complicações geradas por um câncer de mama em estágio avançado. Vana foi a primeira vítima a denunciar o ex-médico Roger Abdelmassih, que foi condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 56 pacientes. Depois, a sentença foi reduzida para 173 anos.
Ao Uol, em 2021, a ativista disse que morreria sabendo que o médico pagou pelo atos que cometeu. Vana publicou o livro Bem-vindo ao Inferno - A Vítima que Caçou o Estuprador Abdelmassih, em que relata as violências que sofreu. Em 2011, a ativista criou o grupo Vítimas Unidas, que hoje é uma referência na coleta de denúncias de violência sexual contra mulheres.
O ex-médico teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo depois que as denúncias de abuso sexual vieram à tona. Conhecido por atender celebridades, ele era especialista em fertilização in vitro.
O ex-médico estava em prisão domiciliar desde 19 de abril de 2020 por ser considerado integrante do grupo de risco, tendo o beneficio revogado no dia 28 de agosto pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, sob afirmação que não há nenhum cuidado que o ex-médico precise que não possa ter na cadeia.
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