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Colecionismo como ativo de valor e segurança ganha força

Plataforma iArremate aposta na união entre tradição de casas leiloeiras e tecnologia para atender colecionadores e investidores com essa consciência.

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
23/02/2026 às 11h40
Colecionismo como ativo de valor e segurança ganha força
IA ChatGPT/ Divulgação

Em um cenário global marcado pela aceleração tecnológica, pelo consumo efêmero e pela rápida obsolescência de tendências, observa-se a consolidação de um movimento estratégico no mercado de alto valor agregado: a valorização de ativos tangíveis, duráveis e ancorados em conhecimento especializado. O próprio desempenho do setor sustenta essa leitura. De acordo com o relatório Collectibles Market da consultoria Econ Market Research, o mercado global de colecionáveis, atualmente avaliado em US$ 532,92 bilhões, pode ultrapassar US$ 1 trilhão até 2035, com taxa média de crescimento anual de aproximadamente 7,4% entre 2026 e 2035, evidenciando expansão consistente e amadurecimento estrutural do segmento. Nesse contexto, colecionar deixa de ser percebido como mero acúmulo e passa a se posicionar como estratégia patrimonial inteligente, um movimento consciente de diversificação, preservação de valor e construção de legado no longo prazo.

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A proposta é defendida pela plataforma iArremate, que atua no mercado de leilões de arte e itens de alto valor ao integrar tecnologia digital com a experiência acumulada de casas leiloeiras tradicionais. Segundo a empresa, o diferencial não está em seguir tendências de mercado, mas em aplicar critérios rigorosos na seleção dos parceiros do negócio.

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"O mercado de ativos excepcionais exige mais do que interfaces rápidas ou soluções puramente financeiras, ele demanda olhar crítico, conhecimento histórico e capacidade de distinguir o que é passageiro daquilo que permanece" aponta Vinícius Villela, CEO do iArremate.

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A estrutura do iArremate reúne casas de leilão com 30, 40 e até 50 anos de atuação, responsáveis por formar parte relevante do mercado nacional de arte, antiguidades e itens de coleção. Essa trajetória confere aos parceiros o chamado "olhar clínico", uma combinação de experiência prática e conhecimento técnico que permite validar procedência, relevância cultural e potencial de valorização de cada obra de arte.

De acordo com a empresa, a tecnologia entra como aliada para ampliar a segurança do processo. A plataforma oferece recursos digitais voltados à transparência, rastreabilidade e agilidade nos arremates, preservando o rigor tradicional do leilão e adaptando-o ao ambiente online. O objetivo é garantir que cada lance seja respaldado por informação confiável e infraestrutura robusta.

Arte como reserva de valor

Nesse contexto, um acervo de arte de uma coleção passa a ser entendido também como ativo de segurança. Em períodos de instabilidade econômica, bens tangíveis com procedência comprovada e reconhecimento histórico tendem a funcionar como reserva de valor, diferentemente de ativos voláteis ou puramente especulativos. Para os investidores e colecionadores conscientes, a decisão deixa de se basear apenas no preço imediato e passa a considerar a relevância futura do objeto.

A experiência do leilão, segundo o CEO da plataforma, mantém seu caráter ritualístico mesmo no ambiente digital. A diferença está no uso da tecnologia como filtro qualificado, capaz de organizar informações, reduzir ruídos e oferecer ao usuário uma jornada de compra fluida, segura e orientada por autoridade técnica.

Ao final, a escolha de colecionar é apresentada como um diálogo com o tempo. Mais do que perguntar quanto vale um item no presente, o colecionador é convidado a refletir sobre seu significado e permanência nas próximas décadas. "A missão do iArremate é oferecer respostas a essa pergunta por meio da combinação entre tradição consolidada e inovação tecnológica aplicada com critério", conclui o executivo.