Sábado, 21 de Fevereiro de 2026
18°C 27°C
Brasília, DF
Publicidade

Iniciativas e investimentos do GDF em moradia são apresentados no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026

Com o tema “Fraternidade e Moradia”, campanha convida a igreja, a sociedade e o governo a refletirem sobre a moradia como direito fundamental

João Araújo
Por: João Araújo Fonte: Agência Brasília
21/02/2026 às 11h00
Iniciativas e investimentos do GDF em moradia são apresentados no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026

Representando o Governo do Distrito Federal (GDF) no lançamento da Campanha da Fraternidade 2026 em Brasília, nessa quinta-feira (19), o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, apresentou as iniciativas e investimentos em moradia implementados no DF desde 2019. O evento, realizado pela Arquidiocese de Brasília no Colégio Marista da Asa Sul, aconteceu um dia após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançar a campanha, que este ano tem o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós”.

Continua após a publicidade
Anúncio

Participaram do evento, Dom Paulo Cezar Costa, cardeal arcebispo de Brasília; Dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília; e Padre Thaisson da Silva Santarém, vice-coordenador de Pastoral e Assessor da Campanha da Fraternidade, além de líderes pastorais. 

Continua após a publicidade
Anúncio

A campanha da fraternidade convida a igreja e a sociedade a refletirem sobre a moradia como direito fundamental e expressão concreta da dignidade humana. No evento, o secretário de Governo apresentou as ações e investimentos do GDF para diminuir o déficit habitacional e assegurar dignidade de vida à população com obras de infraestrutura nas regiões mais necessitadas da presença do poder público. “É necessário ter um planejamento urbano sério, que passe pela vigilância da terra e pelo programa habitacional que atenda a todas as classes sociais, para que a gente possa ter o que chamamos de moradia legal”, disse.

Continua após a publicidade
Anúncio

“O Governo do Distrito Federal estruturou três projetos que são relevantes na área habitacional. Um projeto é construir 80 mil novas moradias no DF. Na lista da Codhab há 96 mil pessoas em condições de entrar num programa habitacional. Parte dessa lista já está ocupando áreas irregulares onde o GDF está chegando com a infraestrutura, porque não tem mais necessidade de fornecer dentro do programa. No programa habitacional, o governo fez o seguinte recorte: pessoas sem renda nenhuma, que precisam receber a moradia de graça, e aí estão os deficientes — nós estamos entregando lá no Sol Nascente 450 lotes urbanizados e mais dois mil lotes urbanizados no Residencial Tamanduá no Recanto das Emas para vulnerabilidade plena, pessoas que não tem como pagar nada. O segundo, para quem tem até três salários mínimos”, informou José Humberto.

Os outros dois projetos são programas de benefícios que ajudam na compra da moradia e no de reforma de casas em situações precárias. “O governador Ibaneis, juntamente com a Câmara Legislativa, criou o Cheque Moradia. O governo fornece para quem está entrando no programa habitacional um cheque de 16 mil reais para dar entrada no imóvel. E nós destinamos um percentual de recursos da Codhab para melhoria das moradias. São intervenções que ajudam muito as pessoas. Nesses dois programas, a gente já investiu 80 milhões de reais, que é um número bastante expressivo”.

José Humberto destacou a importância da participação da sociedade na elaboração de políticas públicas e disse que o governo está à disposição para receber sugestões com o objetivo de aprimorar os programas voltados à moradia adotados pelo GDF. 

“A fé tem uma dimensão social. A fé implica olhar para as necessidades do irmão, da irmã. E é isso que nós estamos fazendo aqui. Olhando, percebendo o tema que é fundamental, a questão da moradia”, afirmou Dom Paulo Cezar Costa, cardeal arcebispo de Brasília. “A igreja quer dar sua contribuição no encaminhamento dessas questões que são fundamentais na vida da sociedade porque faz parte da dignidade do ser humano. Eu acho que agora é nos colocarmos a caminho como Arquidiocese, como paróquias, como comunidades, continuarmos esse diálogo profícuo e bonito que a gente já tem com as instâncias de governo na busca cada vez mais de dignificar, de promover a dignidade daqueles, principalmente, que mais precisam”, finalizou.