
Conforme a Associação Americana do Coração (AHA), existe uma associação de “longa data” entre os níveis de triglicerídeos e as doenças cardiovasculares. Em um artigo, a entidade enfatizou que o aumento da gordura presente no sangue coincide com a atual epidemia de obesidade juvenil, resistência à insulina e diabetes mellitus, o que requer o estabelecimento de esforços de promoção da saúde do coração e dos vasos sanguíneos com objetivo de maximizar a prevenção de condições clínicas.
Ao tomar conhecimento dos dados divulgados no artigo da AHA, a coluna Claudia Meireles procurou saber como reduzir os triglicerídeos de forma eficaz. Antes de descobrir o que deve ser colocado em prática para diminuir esse índice, o cardiologista Tayene Quintella explica por que essa gordura que está na corrente sanguínea é tão perigosa para a saúde.

De acordo com o médico do Hospital Santa Teresa, do Rio de Janeiro (RJ), os triglicerídeos funcionam como uma reserva de energia do organismo e podem desencadear problemas de saúde quando permanecem elevados por muito tempo. “Nesse cenário, passam a favorecer o acúmulo de gordura nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares”, enfatiza o pós-graduado em arritmias e eletrofisiologia.
“Muitas vezes, é um fator silencioso, que não causa sintomas, mas contribui diretamente para problemas graves ao longo dos anos”, alega o cardiologista.
Tayene ressalta que a base do tratamento para reduzir a gordura no sangue é a mudança do estilo de vida: “Diminuir o consumo de açúcar, álcool e alimentos ultraprocessados costuma trazer impacto importante”. Ele recomenda adotar a prática regular de atividade física e controlar o peso.
O especialista argumenta que em determinados casos, quando há o risco cardiovascular elevado, pode ser necessário associar medicação, mas sempre com prescrição e acompanhamento médico. “O controle dos triglicerídeos faz parte de uma estratégia maior de prevenção das doenças do coração”, garante o cardiologista.
