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Score de crédito baixo já não impede acesso a empréstimos

O score de crédito é usado pelas instituições financeiras para avaliar o risco de concessão de crédito. Ter um score baixo pode afetar significativ...

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
03/02/2026 às 10h15
Score de crédito baixo já não impede acesso a empréstimos
Pexels.com

O caminho para conseguir um empréstimo pode ter obstáculos pouco conhecidos. As instituições financeiras usam um indicador para entender as chances de inadimplência quando avaliam o risco de conceder um empréstimo, um financiamento ou uma solicitação de cartão de crédito. É o chamado score de crédito, uma pontuação que varia de 0 a 1000 pontos. Quanto maior o número, melhor a reputação no mercado financeiro. Esta pontuação geralmente se baseia em informações de bancos de dados de birôs de crédito e pode variar conforme a metodologia utilizada pela empresa que realiza o cálculo. Os dados incluem o histórico financeiro de cada pessoa, como pagamentos em dia, dívidas em aberto e o número de consultas realizadas ao CPF ou CNPJ. Ter um score de crédito baixo pode afetar significativamente as chances de se conseguir um empréstimo pessoal. E, mesmo obtendo o empréstimo, ele ocorre com limite de crédito reduzido, juros mais altos e prazos de pagamento mais curtos.

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São milhões de brasileiros em potencial que podem ser impactados por este cenário, já que 35,3 milhões de pessoas no Brasil não têm histórico de crédito, segundo a Serasa Experian. Para mudar isso, algumas empresas apostam em dados alternativos, oferecendo oportunidades financeiras para quem não é atendido pelos birôs de créditos tradicionais.

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Em busca da inovação neste setor, fintechs já usam comportamento digital, padrões de conectividade e ciclos de consumo, além do uso do smartphone, para aprimorar as bases de dados já existentes. Segundo Murilo Menezes, gerente geral da fintech Juvo, o caminho é a tecnologia: "já é possível usar a tecnologia para se criar um score de crédito alternativo, aumentando a taxa de aprovação de empréstimos e com juros menores".

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Neste contexto, a inteligência artificial (IA) e o Deep Learning têm papel fundamental, analisando com rapidez robustas bases de dados. "Com tecnologia, é possível chegar a processos de risco mais justos e inteligentes, baseados em modelos preditivos que ainda podem ser treinados em redes neurais para ampliar ainda mais o potencial da criação de score de crédito", afirma Murilo.

Além disso, o mercado atua aliando esses novos recursos técnicos a modelos tradicionais, como a alienação fiduciária, oferecendo um bem como garantia, como casa, carro ou celular. A avaliação de crédito tende a ser mais rápida e as taxas de juros do empréstimo tendem a ser menores.