
O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) será entrevistado por profissionais de imprensa – rádios e portais — de várias regiões do país no “Bom Dia, Ministro” desta terça-feira, 20 de janeiro. Durante o programa, a partir das 8h, vai abordar alguns dos principais temas da pasta, tendo o avanço da reforma agrária no Brasil e as possibilidades de ampliar o comércio com mercados europeus como mensagens principais.
Nesta temática, o ministro vai apresentar detalhes do acordo histórico que garante 34 mil hectares para reforma agrária no Paraná, envolvendo a empresa Araupel, e que solucionou a luta de 30 anos, desde a ocupação da Fazenda Giacometti-Marodin (pertencente à Araupel), em 1996, em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná. A pactuação permitirá criar e regularizar assentamentos, contemplando cerca de três mil famílias. O entendimento destina áreas, em definitivo, à reforma agrária, nos municípios de Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. No total, são 34 mil hectares.
Paulo Teixeira irá discorrer sobre como foram conduzidas as tratativas em torno do tema que é considerado prioritário para o MDA e integrado pelo Incra, pela AGU e outros órgãos de governo. O acordo também envolveu a participação das famílias acampadas nas localidades, de órgãos dos governos estaduais e dos municípios envolvidos, além do Judiciário paranaense.
MERCOSUL/UNIÃO EUROPEIA — Teixeira também irá falar sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, recentemente aprovado pelo Conselho Europeu após mais de 25 anos de negociações e que ganhou força no ano passado, quando o Brasil liderou as tratativas durante a presidência Pro Tempore do Mercosul, encerrada no final de dezembro de 2025, quando o Paraguai assumiu. A aprovação do acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta e consolida a integração entre dois dos maiores blocos econômicos globais.
O acordo prevê eliminar as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra do Mercosul. Isto permite que o agro brasileiro aumente vendas de diversos itens, como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais, que terão taxas de importação gradualmente zeradas na Europa.
Para o setor agrícola, o acordo é avaliado como sem precedentes por envolver dois dos maiores agentes mundiais do setor. A União Europeia foi a maior exportadora e a segunda maior importadora agrícola em 2024 — teve corrente comercial agrícola com o mundo de US$ 494,18 bilhões. O Brasil foi o terceiro maior exportador agrícola mundial em 2024 (US$ 144,8 bilhões) e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.
Em 2025, foram exportados US$ 21,8 bilhões de produtos agrícolas para a UE, 44% da pauta exportadora brasileira para o bloco. A expectativa é que a demanda europeia torne os produtos nacionais mais competitivos, eleve a qualidade da oferta e viabilize maior diversificação da pauta exportadora agrícola brasileira no mercado internacional.
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