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Polícia Terror

Técnico jogava seringas utilizadas para matar vítimas em lixo comum

Uma vez aplicada a substância na veia, vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente; trio foi preso suspeito de série de mortes

20/01/2026 às 10h24
Por: João Araújo Fonte: Metropoles
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Técnico jogava seringas utilizadas para matar vítimas em lixo comum

As seringas utilizadas pelo técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (foto abaixo), de 24 anos, para aplicar a substância que ocasionou a morte de três pacientes no Hospital Anhanguera, em Taguatinga (DF), eram descartadas em lixo comum.

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“Essa conduta em si do descarte da seringa já não poderia ser realizada. Elas têm que ser jogadas necessariamente no lixo específico”, explicou o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Wisllei Salomão.

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Fraude e parada cardíaca

À imprensa ele detalhou também como que o processo das aplicações era feito. Segundo Salomão, o técnico entrava no sistema do hospital utilizando o login de um médico que não trabalhava mais lá. A PCDF investiga como Marcos conseguiu esse acesso.

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Dentro do sistema, o suspeito prescrevia uma receita da medicação pura. Ao gerar o documento, ele seguia até a farmácia, pegava o remédio e o escondia em seu jaleco.

Marcos então se dirigia aos leitos, momento em que as técnicas iniciavam a participação na ação.

Enquanto o técnico administrava a droga, as técnicas vigiavam a movimentação nos no corredores e na porta dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Uma vez aplicada a substância na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe.

Entenda o caso

  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada na manhã de 11 de janeiro, com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

As duas técnicas de enfermagem presas por participar com Marcos são Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

O Metrópoles apurou que o trio teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios; Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. A motivação do crime ainda é investigada.
O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio hospital, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.