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Celina Leão anuncia protocolo no SUS para tratar obesidade mórbida no DF

A governadora em exercício anunciou que determinou à Secretaria de Saúde a elaboração de um protocolo para ampliar o acesso, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a medicamentos de ponta para o tratamento da obesidade mórbida

João Araújo
Por: João Araújo Fonte: Notícia Certa
07/01/2026 às 11h28
Celina Leão anuncia protocolo no SUS para tratar obesidade mórbida no DF

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que pretende implantar um protocolo específico no Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir o acesso de pessoas com obesidade mórbida a medicamentos modernos utilizados no tratamento da doença. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (7/1) durante a inauguração de um campo sintético na Villa DNOCS, em Sobradinho, no qual a gestora destacou a obesidade como uma questão central de saúde pública.

“Quando eu assumir o governo, vou criar um protocolo para dar esse pontapé inicial às pessoas que estão com obesidade mórbida, porque isso é política pública de saúde”, declarou. Segundo Celina, atualmente, esses medicamentos já são amplamente receitados na rede privada, mas não chegam de forma estruturada aos usuários do SUS.

Ao citar o exemplo do deputado federal Júlio César Ribeiro, que perdeu mais de 25 quilos após tratamento médico, a governadora em exercício ressaltou os impactos positivos da tecnologia na qualidade de vida dos pacientes. “Esse tipo de tecnologia de ponta precisa estar à disposição do SUS para quem mais precisa”, afirmou.

Celina Leão explicou que já solicitou formalmente ao secretário de Saúde a elaboração do protocolo, que está em fase de estudo. A proposta prevê critérios técnicos, definição de público-alvo e análise de viabilidade econômica. “Vários estados já começaram a criar esse protocolo. Aqui, o secretário já está montando um estudo para definir de onde sairão os pedidos e como isso será disponibilizado no SUS”, disse.

Segundo a governadora em exercício, o investimento tende a gerar economia a médio e longo prazo. “Você imagina o número de cirurgias que vamos economizar, o número de infartos que podem ser evitados. Pessoas vão deixar de infartar pelo excesso de peso”, destacou.

Celina também enfatizou que o acesso ao tratamento não deve ser um privilégio restrito a quem tem condições financeiras. “Hoje, quem pode pagar tem acesso e muda completamente de vida, melhora taxas, evita doenças e até reduz a sobrecarga no SUS. A tecnologia está aí para ser usada”, concluiu.