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Mercado de trabalho formal perde atratividade entre os jovens

Especialista em cultura corporativa analisa a crescente recusa das gerações Z e Alpha ao modelo tradicional de trabalho

Robson Silva De Jesus
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência Dino
08/08/2025 às 17h04

A crescente rejeição ao modelo tradicional de trabalho por parte das gerações Z e Alpha tem gerado um novo desafio para as empresas brasileiras: preencher vagas formais, especialmente nos cargos de entrada. As dificuldades relatadas por empresários para contratar, engajar e reter jovens talentos são percebidas através da circulação de conteúdos nas redes sociais que questionam o modelo CLT.

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Para o especialista em cultura corporativa e CEO da DHEO Consultoria, Adeildo Nascimento, o problema não está na juventude, mas em um sistema de trabalho ultrapassado que já não conversa com os valores e aspirações das novas gerações.

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“Ainda encontramos modelos de gestão que reproduzem características herdadas da Revolução Industrial, como estruturas hierárquicas rígidas, jornadas pouco flexíveis e políticas salariais limitadas. Esses fatores contribuem para o distanciamento dos jovens em relação às oportunidades formais de trabalho”, afirma Nascimento.

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Diante das mudanças no perfil dos profissionais que ingressam no mercado, algumas empresas têm adotado novas abordagens em suas práticas de gestão e cultura organizacional. De acordo com o CEO e fundador da DHEO, uma das possibilidades discutidas é o redesenho da experiência de trabalho, em vez de apenas reformular aspectos formais do contrato.

Entre os aspectos valorizados pelas novas gerações, têm ganhado destaque temas como propósito, remuneração compatível e maior liberdade. Assim, algumas recomendações direcionadas a lideranças empresariais incluem a adoção de jornadas de trabalho mais flexíveis e adaptadas à realidade dos colaboradores; ampliação da autonomia e da participação em decisões cotidianas; incentivo ao intraempreendedorismo, com espaço para inovação interna; práticas contínuas de feedback voltadas ao desenvolvimento profissional; além de modelos de remuneração mais dinâmicos e alinhados ao valor entregue por cada colaborador.

“Empresas que ainda dependem majoritariamente da força de trabalho humana devem considerar ajustes em sua cultura organizacional. A adoção de modelos mais adaptáveis pode ser um diferencial competitivo na atração e retenção de profissionais, especialmente entre os mais jovens”, conclui Adeildo.