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Início do tarifaço se aproxima sem gestos concretos entre Lula e Trump

Presidentes brasileiro e americano nunca se falaram, e governo federal não consegue entrar na Casa Branca para negociações

Samuel Barbosa
Por: Samuel Barbosa Fonte: Notícia Certa
29/07/2025 às 08h11
Início do tarifaço se aproxima sem gestos concretos entre Lula e Trump

Brasil se aproxima do início da entrada em vigor do tarifaço americano de 50% sem gestos concretos entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar.

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A sobretaxação passa a valer a partir de sexta-feira (1º).

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Nesta segunda-feira (28), o principal articulador do assunto, Geraldo Alckmin (PSB) – vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços –, negou ter tratado com Lula uma eventual ligação a Trump, por exemplo.

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Dentro da comitiva de senadores brasileiros que estão em Washington D.C. tentando abrir um caminho de diálogo, há quem defenda que Lula ligue para Trump. Consideram que se chegou a um ponto em que não há muito mais a perder.

Ao mesmo tempo, há quem considere que um telefonema de Lula a Trump a essa altura seria uma espécie de gesto de desespero e não teria o efeito desejado. Pelo contrário, poderia colocar o Brasil numa posição de subserviência ao ver do governo americano.

No Planalto, o tom é de que o Brasil está aberto a negociar, mas sem abrir mão de qualquer ponto que possa ser visto como perda de soberania.

A três dias do fim do prazo para o tarifaço, o presidente Lula sancionou na segunda-feira (28) um programa que facilita a exportação de micro e pequenas empresas brasileiras.

Mais cedo, ele voltou a culpar a família Bolsonaro pela ameaça da taxação e cobrou mais abertura por parte dos Estados Unidos.

“Eu espero que o presidente dos Estados Unidos reflita a importância do Brasil e resolva fazer o que num mundo civilizado a gente faz. Tem divergência? Senta numa mesa, coloca a divergência de lado e vamos resolver, e não de uma forma abrupta, individual de tomar a decisão que vai taxar o Brasil em 50%.”

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está em Nova York para agendas de trabalho na ONU (Organização das Nações Unidas).

Vieira não descarta esticar a viagem a Washington se houver uma sinalização direta de que será recebido pelo alto escalão de Trump, o que ainda não aconteceu.

Enquanto isso, a previsão é que os senadores brasileiros se reúnam nesta terça-feira (29) com alguns parlamentares democratas e republicanos. A princípio, porém, não há encontro previsto com autoridades do governo Trump.

A avaliação é que a diplomacia parlamentar é importante para marcar presença e demonstrar interesse, além de alinhar discursos, mas qualquer resolução tem de passar por um entendimento entre os dois governos.

Com informaçõrs da CNN