
É tempo de apreciar os ipês-roxos de Brasília. A época colorida, com o desabrochar das flores, começou. A espécie é uma marca registrada da capital e floresce em diversas cores, com as mais conhecidas sendo a roxa, amarela, branca e a rosa. As flores verdes também aparecem, apesar de serem menos comuns. Nesta época do ano, só é possível ver os buquês arroxeados, que logo vão desaparecer, cedendo lugar para as outras floradas que vêm colorir o Cerrado.
Muitos são aqueles que, em um dia cheio, observam as pétalas que se destacam naturalmente e acalmam os corações. Um simples ato da natureza pode apaziguar o furacão de uma rotina estressante. Uma presença marcante que chama a atenção dos brasilienses entre maio a agosto. Moradores do Distrito Federal adoram essa temporada, porque a cidade começa a ficar policromática em meio à seca.
A biomédica Jéssica Ferreira da Silva, 32 anos, aproveitou o intervalo no trabalho para admirar um ipê roxo que floresceu próximo ao serviço, na 911 Sul. Ela e duas colegas, Darlene Coura e Bianca Ferreira, aproveitaram a beleza da árvore e fizeram várias selfies. Jéssica disse que toda vez que vê o desabrochar das flores se lembra do clima de Brasília. "Eu sinto que vai chegar o frio. E esse é um clima que eu gosto", observou.
"Os ipês influenciam a forma como as pessoas veem a cidade, pelas suas cores vibrantes. E ainda acho que eles poderiam ser mais valorizados pelos moradores de Brasília, por ser a cara da capital", completou.
O doutor em ecologia Humberto Mesquita explica que não existe uma época certa no calendário para a floração, que depende da região e das chuvas. "Se foi um ano que choveu até mais tarde, atrasa um pouquinho o momento de florescer. No entanto, o importante é que elas têm uma floração síncrona, ou seja, elas crescem ao mesmo tempo", explicou. "A maioria das brancas e amarelas também vão florescer ao mesmo tempo.", admitiu.
"A chuva influencia não só o momento de desabrochar, mas também a quantidade de flores, além do número de folhas que ela perde. Em algumas espécies, é possível observar que estão florescendo, mas ainda têm algumas folhagens. Esse é o motivo de certas árvores não terem uma floração grande e bonita, mas isso varia de ano para ano", acrescentou o biólogo.
Humberto Mesquita salienta que, no Distrito Federal, existem variadas espécies de ipês, principalmente se considerado o nome científico, mas, para o leigo, podem parecer um tipo só. "Os principais encontrados aqui são o branco, amarelo, rosa e o roxo", afirmou.
Os prédios de Brasília não atrapalham o desenvolvimento das árvores, de acordo com o ecólogo. "Os ipês conseguem conviver nas condições urbanas, sem tantos edifícios, porque o problema, geralmente para algumas árvores, é quando acaba bloqueando a luz solar, que não é o caso daqui," alegou. "Com exceção de poucas regiões administrativas, a maioria das construções é baixa, então a luz consegue chegar até o solo e iluminar. Além disso, não tem muita poluição com fuligem, porque a cidade, por ser muito aberta, tem mais circulação de ar," completou.
O doutor em ecologia também acredita que o ipê é o mascote da capital. "De alguma forma, claro que o aspecto estético é muito bonito, então acaba sendo um símbolo de Brasília mesmo. Acredito que as pessoas também reconheçam a importância dele para atrair outros animais, principalmente os beija-flores e as abelhas. Existe uma relação entre essa planta e outros animais que vêm, principalmente nesta época, atrás do pólen das flores," ressaltou.
Projetos buscam revitalizar centros históricos nas capitais
Capitais brasileiras implementam programas de revitalização de centros históricos com investimentos públicos, ações urbanísticas e soluções técnica...
Maio Vermelho destaca cuidados e prevenção do câncer bucal
Seconci-DF amplia conscientização sobre a doença, levando atendimento gratuito para os trabalhadores da construção civil
Dia do Abraço ITACI completa 10 anos com ações
As mobilizações ocorrem na estação Palmeiras-Barra Funda da CPTM, no Top Center Shopping e nas redes sociais
Exame Toxicológico tem papel fundamental no Maio Amarelo
Em 2024, foram registradas 37.150 mortes nas vias do país, o que representa uma vida perdida a cada 15 minutos.
Iluminação 2026 aposta em bem-estar e sustentabilidade
As tendências de iluminação para 2026 destacam soluções mais humanas, inteligentes e sustentáveis. Tecnologias conectadas, eficiência energética e ...