“Tenho respondido bem à dieta líquida e, graças a Deus, os movimentos intestinais estão voltando aos poucos. A alimentação ainda está sendo feita tanto por via oral quanto pela veia, com todo o suporte calórico e nutricional necessário”, disse ele.
Ele ainda disse seguir com fisioterapia motora, todos os dias, para prevenir contra trombose e garantir recuperação muscular.
“Sigo confiante, com fé em Deus e no trabalho da equipe médica, a quem agradeço imensamente”, completou.
O ex-presidente se recupera de uma cirurgia para desobstrução intestinal realizada no último dia 13 de abril, no Hospital DF Star, em Brasília (DF). A saída da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a transferência para um quarto da unidade hospitalar ocorreram na quarta-feira (30/4).
Melhoras
Segundo os médicos, Bolsonaro apresentou melhora clínica nos últimos dias. Os exames mais recentes confirmaram evolução no quadro de saúde, com funcionamento regular do intestino e retirada das sondas. Ele já consegue ingerir líquidos por via oral e está sendo alimentado com dieta líquida, que inclui o consumo de água, chá e gelatina.
A internação ocorreu após um procedimento cirúrgico de aproximadamente 12 horas, destinado à remoção de aderências intestinais — também chamadas de bridas — e à reconstrução de parte da parede abdominal. Essas alterações são comuns em pessoas que já passaram por outras cirurgias na região abdominal e podem causar dor ou obstruções.
O que é obstrução intestinal?
- A obstrução intestinal é caracterizada pelo bloqueio parcial ou total da passagem dos alimentos digeridos pelo intestino.
- Essa condição pode ser provocada por diferentes fatores, como tumores, hérnias, inflamações, intoxicações, ou pelas chamadas bridas intestinais.
- Os principais sintomas incluem inchaço abdominal, prisão de ventre, dificuldade para eliminar gases, náuseas, vômitos e dor abdominal em forma de cólica.
- No caso de Bolsonaro, o problema está associado às cirurgias feitas após o atentado de 2018, o que favorece a formação dessas aderências.



