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Deputados cobram GDF sobre mortes de crianças nas unidades de saúde

A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) desta quinta-feira (23) concentrou-se em um único tema: as precariedades da red...

23/05/2024 às 18h48
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: Agência CLDF
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Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF
Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

A sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) desta quinta-feira (23) concentrou-se em um único tema: as precariedades da rede pública de saúde distrital. Após quatro mortes de crianças nas unidades de saúde no último mês, os deputados repercutiram a coletiva de imprensa realizada hoje pelo governo do DF sobre o assunto, qualificada por parlamentares como “vergonhosa”.

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Além disso, cobraram que o GDF apresente soluções emergenciais. O deputado Chico Vigilante (PT) anunciou que na próxima segunda-feira (27) a secretária de saúde, Lucilene Florêncio, e o diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Juracy Cavalcante, vão se reunir com parlamentares na Câmara. Mais que um “encontro a portas fechadas”, os distritais Fábio Felix (Psol) e Max Maciel (Psol) sugeriram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) focada na gestão da saúde.

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“A gente precisa fazer alguma coisa: tem que parar essa Casa até que o governo venha aqui apresentar um cronograma de medidas emergenciais para resolver a saúde no DF”, declarou Fábio Felix. “Eu fiquei envergonhado com uma coletiva que não apresentou nenhuma medida, nenhum encaminhamento concreto. Por isso que eu falo, precisamos de uma CPI: não podemos deixar a saúde caminhar dessa forma”, acrescentou.

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Ele também propôs que todos os deputados assinem requerimento para uma sessão pública do governo com os parlamentares, medida endossada pelo distrital Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF.

Na sequência, Chico Vigilante lembrou que o governador Ibaneis decretou estado de emergência na saúde em seu primeiro mandato. O parlamentar comentou que, se fosse governador, decretaria estado de calamidade pública novamente, “tiraria toda a cúpula da saúde do DF e não aceitaria nenhuma indicação política para qualquer cargo”.

Outro ponto comum a diversas falas no plenário foi a nomeação de servidores para as carreiras da saúde do DF. “Precisamos saber qual a dificuldade de nomear profissionais da saúde para minimizar esse problema que existe na rede”, indagou Vale. A cidadã Suzana Queiroz, que acompanhou a sessão ao vivo pelo YouTube da CLDF , ponderou que dificuldades voltarão a ocorrer, já que faltam profissionais e clamou pela nomeação de agentes comunitários e de vigilância ambiental em saúde, bem como de técnicos de enfermagem.

Problemas no Iges

“O Iges precisa prestar contas para essa Casa e para a sociedade, porque tem gastado muito dinheiro, sem nenhuma transparência e com muitos casos de corrupção”, criticou Gabriel Magno (PT). Max Maciel, por sua vez, reclamou da falta de integração entre os sistemas de unidades administradas pelo Iges e outras geridas diretamente pelo governo. “Isso não é um sistema único de saúde mais não?”, perguntou.

Com experiência como profissional de saúde, Dayse Amarilio (PSB) estranhou as 51 emendas ao contrato do Instituto com o GDF. Ela frisou que os aditivos contrariam cláusulas do contrato inicial, o que definiu como ilegalidade. Hoje, a reunião da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da CLDF debruçou-se sobre a questão contratual de modo mais detalhado.

“Essa cidade não deve ter uma obra só de viaduto enquanto as crianças estiverem morrendo”, sintetizou Magno ao final de seu discurso.

Daniela Reis