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Internacional Crise na Venezuela

Nicolás Maduro apela pela paz em carta dirigida ao povo dos EUA

Presidente venezuelano pediu que Donald Trump 'tire suas mãos' de seu país. 'Próximos dias definirão o futuro de nossos países entre guerra e paz'

08/02/2019 às 16h29 Atualizada em 09/03/2019 às 17h08
Por: Robson Silva De Jesus Fonte: R7
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Maduro afirmou que país não precisa da ajuda dos EUA Carlos Barria/Reuters - 7.2.2019
Maduro afirmou que país não precisa da ajuda dos EUA Carlos Barria/Reuters - 7.2.2019

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou uma carta aberta dirigida ao povo dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (7), com apelos pela paz em seu país e pedindo que o presidente americano, Donald Trump, tire suas "mãos" da Venezuela.

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"Acabo de assinar pela paz. Acabo de assinar pela soberania sagrada da Venezuela em apoio ao direito à independência, à autodeterminação", disse, após assinar a carta em um ato com simpatizantes no centro de Caracas.

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Maduro, no poder desde 2013, enfrenta o desafio do chefe do Parlamento, Juan Guaidó, que há 15 dias disse ter assumido os poderes do Executivo como presidente encarregado, diante da "usurpação", considerada por ele, faz o líder chavista.

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No entanto, Maduro classificou esta iniciativa de um "show", ao mesmo tempo que acusou os Estados Unidos de promove-la para propiciar uma mudança de regime no país sul-americano.

Nesse sentido, na carta o governante alerta aos americanos na carta de que "os próximos dias definirão o futuro de nossos países entre guerra e paz".

"Seus representantes em Washington querem enviar às nossas fronteiras o mesmo ódio que enviaram ao Vietnã, querem invadir a Venezuela como fizeram em nome da liberdade", acrescenta o documento.

Os Estados Unidos, que foram o primeiro país em reconhecer Guaidó como presidente interino, lideram uma coalizão de países que levará ajuda humanitária para a Venezuela do Brasil, Colômbia, e uma ilha do Caribe que não foi anunciada ainda.

Maduro afirmou que a Venezuela não precisa dessa ajuda, e rejeita recebê-la argumentando que isso poderia levar a uma invasão armada para produzir uma mudança de governo.