
Promovida pela Gerência de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a terapia comunitária online é um espaço seguro, em que as pessoas podem falar das próprias questões e receber ajuda profissional. Sempre às 15h de quintas-feiras, o grupo – apelidado de “SUS em casa” – se reúne de forma virtual. Para participar, basta acessar o link da ferramenta Zoom . A iniciativa é uma parceria da SES com a Associação Brasileira de Terapia Comunitária Comunitária Integrativa, com a ONG Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária do Ceará e com a Universidade de Brasília (UnB).
Criada em maio de 2020 devido à alta demanda de serviços voltados para a saúde mental durante a pandemia de covid-19, a iniciativa, usualmente, tem a participação de cerca de 20 pessoas por encontro. A maioria dos presentes é de adultos ou idosos, mas a Referência Técnica Distrital em Terapia Comunitária Integrativa (TCI), Doralice Oliveira Gomes, destaca que qualquer um pode participar das reuniões, sem limite de idade. Além disso, não é preciso diagnóstico ou encaminhamento nem cadastro ou autorização.
Desde o início do projeto, mais de 7.300 pessoas já passaram pelos encontros. Algumas permanecem por anos, enquanto outras participam apenas algumas vezes, pois o acesso é livre.

Um dos membros é Mônica**, servidora da SES que entrou no grupo em 2020, buscando acolhimento. “A terapia me deu suporte para continuar trabalhando diante de tantos óbitos de pacientes, de amigos e conhecidos no período complexo da pandemia. A TCI foi a força para superar o medo, as dores do luto, das perdas, tudo que passei. Tive acolhimento como profissional de saúde, pessoa e cidadã”, avalia.
Três terapeutas comunitárias, que são profissionais da SES-DF, mediam os encontros da terapia virtual. A equipe recebeu capacitação de 240 horas – oferecida pela própria pasta ou instituições privadas.
Como funciona
A TCI pode ajudar qualquer pessoa que esteja disponível a compartilhar experiências e a ouvir as dos outros. A sensação de liberdade, acolhimento e autoestima pode reduzir a ansiedade, o estresse, a tristeza, a raiva e, consequentemente, o efeito de várias doenças e dores físicas, assim como melhorar muitos quadros emocionais.
Esse tipo de atividade em grupo tem o objetivo de criar um espaço livre, acolhedor e resiliente de troca de experiências de tal forma que as pessoas sejam fortalecidas. A ideia por trás da prática é a intervenção coletiva, ou seja, que cada paciente possa elaborar soluções para os próprios problemas ao ouvir e acolher as experiências dos demais.
De acordo com Doralice Gomes, os participantes, ao compartilhar sentimentos, conseguem compreender que há aprendizagem e fortalecimento individual. “Dessa forma, a terapia comunitária também fortalece os laços sociais do grupo” destaca.
Para participar, basta acessar a página de Práticas Integrativas em Saúde no site da SES e clicar diretamente no link da reunião da TCI, disponibilizado na aba “Apoio online”.
**Nome fictício a pedido da servidora
*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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