A brasileira Nathalia Gadelha, de 20 anos, foi identificada pela família como copilota de um jato que caiu na Flórida no fim de semana, deixando ao menos nove mortos. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela família de Nathalia.
Camila Gadelha Corteleti, mãe de Nathalia, informou à CNN Brasil que a filha estava trabalhando no momento do acidente. A família é brasileira, mas mora da Flórida, onde Nathalia nasceu. "Ela era uma menina muito boa, responsável, esforçada, estava trabalhando. Ela era copilota, não podia tomar nenhuma decisão".
O padrasto da jovem, Thiago Corteleti, também disse à CNN Brasil que Nathalia tirou a licença para pilotar aos 17 anos, antes mesmo da carteira de motorista.
Ainda segundo o padrasto, ela se formou pela American Flyers, uma das escolas de aviação mais prestigiosas dos EUA, e já acumulava mais de 1.300 horas de voo.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes anunciou uma coletiva de imprensa às 15h, no horário de Brasília, para atualizar a investigação do caso.
Em resposta à CNN Brasil, o Itamaraty indicou que a família de Gadelha ainda não entrou em contato com o serviço consular brasileiro, mas ressaltou que o ministério está à disposição para prestar assistência caso seja solicitada.
O jato Learjet 60 viajava de Austin, no Texas, rumo às Bahamas no domingo (1°) em um voo privado, quando despencou e se chocou contra o solo, abrindo uma cratera enorme na estrada no Condado de Palm Beach, na Flórida. As autoridades investigam se uma tempestade e o acúmulo de gelo contribuíram para o acidente.
Antes da queda, o piloto relatou o acúmulo de gelo na aeronave, além de uma turbulência moderada, segundo uma gravação das comunicações via rádio com o controle de tráfego aéreo, obtida pelo site LiveATC.net. Momentos depois, o piloto gritou: “Mayday, mayday! [...] Vamos nos chocar contra o chão!”.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, descreveu o caso como um "acidente aéreo catastrófico [...] Parecia um míssil caindo.” As autoridades ainda não divulgaram oficialmente a identidade das vítimas.
*Com informações da CNN