O senador Flávio Bolsonaro (PL) ignorou o resultado das urnas e se autodeclarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), dirigida ao povo brasileiro e à comunidade internacional. Derrotado na disputa presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio está nos Estados Unidos.
“Eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação”, escreveu Flávio.
Na carta, o senador diz que, nos próximos dias, vai se dirigir regularmente ao povo brasileiro e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição e o apelo popular “por todos os meios pacíficos e legítimos para impedir que Lula se consolide um regime ditatorial no Brasil”.
Ele também se dirige às instituições brasileiras e faz um apelo para que “essa sandice” acabe. Segundo ele, o Brasil vive em um cenário de “caos jurídico”, corrupção e perseguição política.
Ao se dirigir à comunidade internacional, Flávio pediu que “não normalizem o que está acontecendo no Brasil”. Ao mencionar o Congresso Nacional, ele aponta o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o candidato da oposição à Presidência do Senado. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, escreveu.
Flávio se diz “estarrecido” e chama de “fraude eleitoral” o resultado do pleito de domingo. Ele se comparou a exilados e perseguidos políticos que lideraram movimentos de resistência contra os governos em vigor, citando Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.
“Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin”, defendeu.
Ele também agradeceu aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, por o terem acolhido. “Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país”, escreveu.