Cerca de 200 dissertações e teses de pós-graduação foram prejudicadas pelo incêndio que destruiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), segundo a reitoria da instituição. Na quinta-feira (8/10), em visita ao local, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que o MEC está acompanhando a situação de perto e anunciou medidas para apoiar a universidade na recuperação da estrutura e na continuidade das atividades de pesquisa.
Entre as medidas anunciadas está a prorrogação de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado dos pesquisadores afetados. Além dessa, também está previsto a construção de um novo prédio para receber os laboratórios atingidos.
A nova estrutura terá cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do prédio atingido. A previsão é que a obra tenha início após a conclusão da perícia e das investigações sobre o incêndio. O projeto executivo já está disponível e o valor estimado para a construção é de R$ 28 milhões.
O MEC também realizará a recomposição dos equipamentos dos laboratórios atingidos, em articulação com outros ministérios que mantinham pesquisas e atividades no espaço. A medida busca contribuir para a retomada das atividades científicas desenvolvidas pela universidade.
"Nossa grande preocupação é que nós temos aproximadamente 200 dissertações e teses em andamento aqui nos diversos laboratórios, e precisamos evitar que essas pesquisas parem, ou seja, precisamos dar continuidade. E estamos também colocando nossos serviços de Psicologia, nossos serviços de outras áreas, para apoiar os nossos estudantes e também os nossos professores e professoras que estão aqui trabalhando", disse o ministro.
O incêndio, que atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, onde funcionavam diversos laboratórios, ligados a farmácias, informática e computação, começou na noite de quarta-feira (7/10) e só foi controlado na madrugada do dia seguintes. O prejuízo estimado é de cerca de R$100 milhões, e a perda de cerca de 20 anos de estudos científicos.
Entre as atividades comprometidas estavam pesquisas científicas relacionadas a medicamentos, informática e genética. O edifício também abrigava projetos nas áreas de câncer, obesidade, Covid-19, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e autismo.
A Polícia Federal instaurarou um inquérito para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio. Em nota, a PF informou que já mantém tratativas com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, e com o comandante do Corpo de Bombeiros.